sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Paulo Miklos - Vou Ser Feliz e Já Volto (2001)

Paulo Miklos - Vou Ser Feliz e Já Volto (2001)


01. Vai Acontecer de Novo
02. Mamãe Disse... Papai Disse...
03. Todo O Tempo
04. O Que Você Me Diz?
05. Hoje
06. Por Querer
07. Lâmina De Vidro
08. Orgia
09. Sem Amor
10. Sinos Entre Os Anjos
11. O Milagre Do Ladrão

Paulo Miklos - Paulo Miklos (1994)

Paulo Miklos - Paulo Miklos (1994)


01. Iniciação
02. A Mesma Praça
03. De Quem São As Cidades?
04. A Paz é Inútil Para Nós
05. Ele Vai Se Vender
06. Esse é o Lugar
07. Aos 500 Surfistas Rodoviários Mortos
08. Todos Os Motivos
09. Eu Perco Você
10. Abandono
11. Ninguém Se Cansa de Ouvir O Som da Própria Voz

Humberto Gessinger - Biografia

Humberto Gessinger - Biografia


Humberto Gessinger nasceu em 24 de dezembro de 1963, em Porto Alegre, RS.

Em 1985, com colegas da Escola de Arquitetura da UFRGS, montou a banda Engenheiros do Hawaii. O nome fazia uma brincadeira com estudantes de engenharia e surfistas que frequentavam o bar da faculdade.

Os mais de 30 anos de carreira estão materializados em 21 CDs, 7 DVDs e 2 Compactos. O sucesso destes discos lhe rendeu 9 Discos de Ouro, 1 Disco de Platina e 4 DVDs de Ouro.

Ao longo da estrada, foram mais de 2.500 shows por todos os estados brasileiros. A banda também se apresentou em 6 países, entre eles EUA, Japão e a extinta URSS.

Apesar de se considerar, principalmente, um compositor, Humberto é músico autodidata, e, nas várias fases de sua carreira, tocou diversos instrumentos como baixo, guitarra, viola caipira, violão, teclados, bandolim, harmônicas e acordeon.

Ao final da turnê do disco NOVOS HORIZONTES, em 2008, foi anunciada uma pausa por tempo indeterminando nos Engenheiros do Hawaii e Humberto foi para a estrada com o projeto Pouca Vogal, um power duo em parceria com Duca Leindecker. Em 4 anos foram mais de 220 shows em mais de 150 cidades e um CD/DVD gravado ao vivo em Porto Alegre. No final de 2012 o Pouca Vogal encerrou a turnê e Humberto passou a se dedicar a carreira solo.

No final de 2013, Humberto lançou seu 20º álbum e primeiro como artista solo. O disco é o primeiro com músicas inéditas em 10 anos e traz participações especiais de grandes nomes da musica gaúcha como Luis Carlos Borges, Bebeto Alves e Frank Solari. No show, Humberto, tocando baixo, e acompanhado de Tavares nas guitarras e Rafael Bisogno na bateria, apresenta suas novas composições, além dos grandes sucessos e clássicos dos Engenheiros do Hawaii. A turnê já percorreu diversas cidades e atualmente Humberto se prepara para a gravação de seu primeiro DVD solo, com imagens de shows, backstage e algumas músicas filmadas no interior o Rio Grande do Sul.

Paralelamente a seu trabalho como músico, Humberto Gessinger lançou cinco livros: "MEU PEQUENO GREMISTA" fala de sua paixão pelo Grêmio. PRA SER SINCERO reúne autobiografia, 123 letras comentadas e um ensaio escrito pelo professor Luís Augusto Fischer. MAPAS DO ACASO, ao lado de memórias e reflexões divididas em "notas mentais para uma próxima vida", traz 45 letras comentadas. (Texto: Facebook Oficial)

Humberto Gessinger - Louco Pra Ficar Legal (2016) [EP]

Humberto Gessinger - Louco Pra Ficar Legal (2016) [EP]


01. Pra Ficar Legal
02. Faz Parte

Humberto Gessinger - InSULar Ao Vivo (2014)

Humberto Gessinger - InSULar Ao Vivo (2014)


01. Até o Fim
02. Armas Químicas e Poemas
03. Bora
04. Ilex Paraguariensis
05. Surfando Karmas & DNA
06. Eu que não Amo Você
07. Insular
08. Ando Só
09. A Ponte para o Dia
10. Voo do Besouro
11. Deserto Freezer
12. Milonga Orientão
13. Somos quem Podemos Ser
14. De Fé
15. Nuvem
16. 3×4
17. Dançando no Campo Minado
18. Tchau Radar, a Canção
19. Pra ser Sincero
20. Dom Quixote
21. O Exército de Um Homem Só

Humberto Gessinger - InSULar (2013)

Humberto Gessinger - InSULar (2013)


01. Terei Vivido
02. Sua Graça
03. Bora
04. A Ponte Para o Dia (part. de Bebeto Alves)
05. Tchau Radar (part. de Rodrigo Tavares)
06. Tudo Está Parado
07. Recarga (part. de Luis Carlos Borges)
08. Milonga do Xeque-Mate (part. de Frank Solari)
09. Insular
10. Essas Vidas da Gente
11. Segura a Onda Agora, DG (part. de Nico Nicolaiewsky)
12. Plano B

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Sá & Guarabyra - Sá e Guarabyra e Orquestra Sinfônica de Americana SP - Ao Vivo (1999)

Sá & Guarabyra - Sá e Guarabyra e Orquestra Sinfônica de Americana SP - Ao Vivo (1999)


01. Espanhola
02. Dona
03. Caçador de Mim
04. Sobradinho
05. Lembranças do Futuro
06. A longa Noite
07. Quem Saberia Perder
08. Capitão da Meia-Noite
09. Rio-Bahia
10. Harmonia
11. Desenhos no Jornal
12. Foi Um Vento Que Levou

Sá & Guarabyra - Rio-Bahia (1997)

Sá & Guarabyra - Rio-Bahia (1997)


01. Rio-Bahia
02. Solto na Buraqueira
03. A Estrangeira
04. Bela, Bela
05. No Mundo é Assim
06. Coisa Boa
07. Deus Que Socorrei
08. Bati A Porta
09. O baú de Sofia
10. Vou Levando

Sá & Guarabyra - Sá & Guarabyra (1994)

Sá & Guarabyra - Sá & Guarabyra (1994)


01. Duas Vezes Dez
02. Antenas
03. Não te Interessa   
04. Loura Zulu
05. Mais Um
06. Dia Após Dia
07. Maria Terra e Zé Homem
08. Piracema
09. Lá se Vão
10. Frente a Frente

Sá & Guarabyra - Vamos Por Aí (1990)

Sá & Guarabyra - Vamos Por Aí (1990)


01. Ziriguidum Tchan
02. Meu Lar É Onde Estão Meus Sapatos
03. Abre Esta Porta
04. Quintininho E Zé Maria
05. Vamos Por Aí
06. Você Se Lembra
07. Atrás Da Poeira
08. Estrela Natureza
09. Quem Saberia Perder
10. Barulhos

Sá & Guarabyra - Cartas, Canções e Palavras (1987)

Sá & Guarabyra - Cartas, Canções e Palavras (1987)


01. Cartas, Canções E Palavras
02. Barqueiro De Vela
03. O Apito Do Vapor
04. Serena
05. Pés Nos Chão
06. Muge O Boi
07. Parar De Correr
08. Rosto De Atriz
09. Tabuleiro
10. Os Meninos Dos Abrolhos
11. Fazer O Céu

Sá & Guarabyra - Harmonia (1986)

Sá & Guarabyra - Harmonia (1986)


01. Bom Que Dói
02. Dona
03. Roque Santeiro
04. Verdades e Mentiras
05. Lembranças do Futuro
06. Harmonia
07. A Voz do Cantor
08. Penso Demais
09. Me Faça Um Favor
10. Chuva e Sol
11. Tua Casa, Minha Casa

Sá & Guarabyra - O Paraíso Agora (1984)

Sá & Guarabyra - O Paraíso Agora (1984)


01. Capitão da Meia-Noite
02. Cheiro Mineiro de Flor
03. Fogo Caipira
04. A Porta do Farol
05. A Longa Noite
06. Animais Domésticos
07. Quando Provei Teu Doce
08. Minha Companhia
09. Fogo-Pagô
10. Paraíso Agora

Sá & Guarabyra - 10 Anos Juntos (1982)

Sá & Guarabyra - 10 Anos Juntos (1982)


01. Caçador de Mim
02. Espanhola
03. Dona
04. O Jeito de Viver
05. Primeira Canção da Estrada
06. O pó da Estrada
07. Dança o Atrevido
08. O bando na Dança
09. Vem Queimando a Nave Louca
10. Sete Marias
11. Sobradinho

Sá & Guarabyra - Quatro (1979)

Sá & Guarabyra - Quatro (1979)


01. Sete Marias
02. Wonder Woman (Falso Inglês)
03. Peixe Voador
04. Polaca Mineira
05. Pássaro
06. Flora Medicinal
07. Vem Queimando A Nave Louca
08. Alucinante Alice
09. Chão de Poeira/Cigarro de Palha
10. Chuva do Campo
11. Baquiá

Sá & Guarabyra - Pirão de Peixe Com Pimenta (1977)

Sá & Guarabyra - Pirão de Peixe Com Pimenta (1977)


01. Sobradinho
02. Marimbondo
03. Trem de Pirapora
04. João-Sem-Terra
05. Pirão de Peixe Com Pimenta
06. Coração de Maçã
07. Cinamomo
08. Espanhola
09. Canção dos Piratas
10. Água Corrente

Sá & Guarabyra - Cadernos de Viagem (1975)

Sá & Guarabyra - Cadernos de Viagem (1975)


01. Cadernos de Viagem
02. Dança o Atrevido
03. Muchacha
04. Passo-Preto
05. Lá Vem o Bicho
06. Velho Camalião
07. Xote Correntino
08. Roda o Mundo
09. Ondina Poconé
10. Tarzan dos Cromados
11. O Que Você Quiser
12. Mundo Invisível

Sá & Guarabyra- Nunca (1974)

Sá & Guarabyra- Nunca (1974)


01. As Canções Que Eu Faço
02. Segunda Canção da Estrada
03. Justo Momento
04. São Nicolau
05. Verão Do Cometa
06. Esses Cabides Vazios
07. Nuvens D'água
08. Divina Decadência
09. Voar É Como Passarinho
10. Apreciando A Cidade
11. Terras Do Sul
12. Coisa à Toa

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 5 CD 12: Sambas da Bahia (Batatinha, Riachão e Ederaldo Gentil) - (2001)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 5 CD 12: Sambas da Bahia (Batatinha, Riachão e Ederaldo Gentil) - (2001)


01 Diplomacia
02 Se Acaso Você Chegasse
03 Risoleta
04 Emília
05 Inventor Do Trabalho
06 Jajá Da Gamboa
07 Toalha Da Saudade
08 Imitação
09 Hora Da Razão
10 Ministro Do Samba
11 Direito De Sambar
12 Bossa E Capoeira
13 In-Lê In-Lá
14 Alô Madrugada
15 Berenketê
16 Barraco
17 Esquece A Tristeza
18 O Ouro E A Madeira
19 Olha A Saia Dela
20 Retrato Da Bahia
21 Eu Sei Que Sou Malandro
22 Eu Não Esqueço Dela
23 A Baleia
24 Sofrer É Natural
25 Cada Macaco No Seu Galho (Cho Chuá)
26 O Rei Do Café
27 Até Amanhã

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 11 Roberto Corrêa (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 11 Roberto Corrêa (2003)


1- Boi Soberano (Carreirinho/Izaltino Gonçalves de Paula/Pedro Lopes de Oliveira) Interpretes: Roberto Corrêa
2- Perobeira Maria (Roberto Corrêa) Interpretes: Roberto Corrêa  Instrumental
3- Saudades de Matão (Jorge Galati)
Interpretes: Roberto Corrêa  Instrumental
4- Chora Violinha, Chora (Roberto Corrêa/João Baptista Correia) Interpretes: Roberto Corrêa
5- Chora Viola (Tião Carreiro/Lourival dos Santos) Interpretes: Roberto Corrêa
6- Baião Do Pé Rachado (Roberto Corrêa) Interpretes: Roberto Corrêa Instrumental
7- Peleja De Siriema Com Cobra (Roberto Corrêa) Interpretes: Roberto Corrêa
Instrumental
8- Luar do Sertão (João Pernambuco/Catulo da Paixão Cearense) Interpretes: Roberto Corrêa Instrumental

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 6 CD 08: Elton Medeiros (2002)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 6 CD 08: Elton Medeiros (2002)


01.Pressentimento
02.Rosa de Ouro
03.Clementina, Cadê Você
04.Quatro Crioulos
05.O Sol Nascerá (A Sorrir)
06.Sofreguidão
07.Injúria
08.Cabritada Mal Sucedida
09.Escurinho
10.Meu Bairro
11.Sebastiana
12.A Canoa Virou
13.Sol da Manhã
14.Meu Viver
15.Meu Carnaval
16.Coração de Ouro
17.Folhas No Ar
18.Mascarada - Camisa Branca

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 4 CD 08: Johnny Alf (2001)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 4 CD 08: Johnny Alf (2001)


01.Rapaz de bem
02.A foggy day
03.Velho realejo
04.Deep heart
05.Escuta
06.Falseta
07.Foi a noite
08.O que é amar
09.Céu e mar
10.Ilusão à toa
11.O morro não tem vez
12.Umbanda
13.Seu Chopin, desculpe
14.Fim de semana em Eldorado
15.Garota da minha idade
16.Eu e a brisa

Sylvinha Araújo - Singles & Raridades

Sylvinha Araújo - Singles & Raridades 


01. 1967 - Jambalaya (On the bayou)
02. 1967 - Vou botar pra quebrar
03. 1967 - Bazaar Charleston
04. 1969 - Você é de morte (Com Eduardo Araújo)
05. 1970 - Canto de reis (com Eduardo Araújo)
06. 1995 - Splish Splash
07. 1995 - Banho de lua
08. 2005 - Datemi un martello (If had a hammer)
09. 1969 - Dudu da nenem, Nenem do dudu (com Eduardo Araújo)
10. 2006 - Deus Noel
11. 2008 - Blackbird (última gravação)
12.     1991 - Biquini de bolinha amarelinha
13. 1970 - Um tipo especial de amor (I'm Gonna Get Married) - com Eduardo Araújo
14. 1975 - Formula 1 de viver
15. 1975 - Meu problema por um sorriso
16. 1975 - Baby (Ask me)
17. 1975 - Homem contra homem
18. 1977 - Algo de novo no ar
19. 1977 - Mesmo em pensamento
20. 1977 - O irreal é você
21. 1977 - Sentindo as flores respirarem
22. 1978 - Noites vazias
23. 1978 - Mãe terra
24. 1973 - Você está aqui
25.   1973 - Baião

Vários - Seleções Favoritas do Público - 1966

Vários - Seleções Favoritas do Público - 1966


01. JOSÉ FRANCISCO – QUE SEJAS BEM FELIZ (Que Te Vaya Bien) (F. Baena / Versão: Clóvis Mello)
02. HEBE CAMARGO – ANDORINHA PRETA (Breno Ferreira)
03. LÉO VAZ – REENCONTRO (Adelino Moreira)
04. THEREZA KURY – ROSAS VERMELHAS PARA UMA DAMA TRISTE (Red Roses For A  Blue Lady)  (Tapper / Brodsky / Versão: Romeo Nunes)
05. AGNALDO TIMÓTEO – RETRATO DO FIM  (Helio Justo / Fernando Costa)
06. MIGUEL ÂNGELO – GOSTO DE TI (José Lopes / Teixeira Filho)
07. FERNANDO LÉLIS – ESTÁ MORRENDO O NOSSO AMOR (Rubens Machado)
08. NEIDE FRAGA – VOU ANDAR POR AÍ (Newton Chaves)
09. ROBERTO LUNA – TRISTEZA DE VOLTAR (Que C’Est Triste Venise) (Dorin / Aznavour / Versão: Giola Junior)
10. AGNALDO TIMÓTEO – TORTURA DE AMOR (Waldick Soriano)
11. ADEMAR SILVA – AMOR FINGIDO (Dorico)
12. CARLOS GONZAGA – PONDEROSA (Nelson Sampaio)

Martinha - Singles & Raridades

Martinha - Singles & Raridades


01. 1975 - Deixe-me chorar
02. 1978 - Eu quero a América do Sul
03. 1985 - Agora, não
04. 1982 - Cama vazia
05. 1972 - Maria Madalena (com Agnaldo Rayol)
06. 1972 - Minha vida
07. 1995 - Nossa canção
08. 1995 - Última canção
09. 1985 - Quatro paredes
10. 1972 - Homem, vida e morte
11. 1973 – Ironia
12. 1973 – Fantasia
13. 1978 – Ele
14. 1986 - Não Conte A Ninguém (com César Augusto)
15. 1986 – Aqui (com Luiz Geraldo)
16. 2000 – Coimbra
17. 2000 - Jogo de damas
18. 1982 - Eu quero ser uma mulher
19. 1996 - pout-pourri (ao vivo)
20. 1996 - Aqui (com Sylvinha – ao vivo)
21. 2005 - Se ela voltar (Com Wanderley Cardoso – ao vivo
22. 2010 - Alô

Giane - Singles & Raridades

Giane - Singles & Raridades


01 - Longe Do Mundo [The End of the World] ..... (Dee - Kent - vs: Fred Jorge) 1965 
02 - Preste atenção [Fais attention] ..... (J.Chauby - Bob du Pac - vs: Paulo Queiroz) 1965
03 - Angelita [Angelita de Anzio] ..... (M.Minerbi - T. Romano - vs: Paulo Queiroz) 1965
04 - Johnny Guitar ..... (Victor Young - Peggy Lee - vs: Julio Nagib) 1965
05 - Meu bem não vá (Mais tu t'en vas) ..... (J.L.Chauby - B. Du Pac - vs: Rossini Pinto) 1968
06 - Poeira ..... (Luiz Bonan - Serafim Colombo Gomes) 1968
07 - Goodbye (Adeus) ..... (John Lennon - Paul Mcartney - vs: Fred Jorge) 1969
08 - Sentada à beira do caminho ..... (Roberto Carlos - Erasmo arlos) 1969
09 - Aqui ..... (Martinha) 1969
10 - Ontem e hoje ..... (Reginaldo Rossi) 1969
11 - Entre o céu e o mar (Je t'ai crue trop vite) ..... (G.Mardel - R.Bernet - vs: Fernando Borges) 1969
12 - Boa noite, meu anjo querido ..... (A.Apollonio "Poly") 1969
13 - Alcance as minhas palavras ..... (Daniel Junior - Romeu Trolezi) 1969
14 - Quem me quiser ..... (Jorge Duarte - Luiz Vieira) 1969
15 - Como dizer adeus (Comment te dire adieu) ..... (Gold - Goland - Gainsbourg - vs: Fred Jorge) 1969
16 - Tão só, também ..... (Severino Filho - Tomca) 1969
17 - Por todos os caminhos (Mi gran amor) ..... (Augusto Algueró - Rafael de Leon - vs: Arnaldo Saccomani) 1972
18 - Viva o amor (No lucky no) ..... (Shapiro - Lombroso - vs: Miguel Vacaro Neto) 1972
19 - Estou triste (Estoy triste) ..... (Manuel Alejandro - Ana Magdalena - vs: Katia Maria) 1973
20 - A mais amada ..... (Martinha) 1973
21 - Meu primeiro amor (Lejania) (com Francisco Petrônio) ..... (H.Gimenez - vs: José Fortuna - Pinheirinho Junior) 1973
22 - India (com Francisco Petrônio) ..... (J.A. Flores - M.O.Guerreiro - vs: José Fortuna) 1973
23 - Estrada do sol (Alle porte del sole) ..... (M.Panzeri - C.Conti - L.Pilat - D.Pace - vs: Tito) 1974
24 - Proposta ..... (Roberto Carlos - Erasmo Carlos) 1974
25 - Onde estão teus olhos lindos (Donde estan tus ojos negros) ..... (Ray Girardo - McRonald Dunhills - vs: Murano) 1978
26 - Diga que sim (Por favor dime que si) ..... (M.Requena - P.Helamn - Alberto Arbizu - vs: Murano) 1978

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A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 12: Roberto Luna (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 12: Roberto Luna (2003)


01 Molambo
02 Porque perdoei
03 Boi da cara preta
04 Meu romance
05 Fascinação
06 Boneca de pano
07 Una mujer
08 Minha casa é meu chapéu
09 Pierrot
10 Flor da Lapa
11 Castigo
12 Por causa de você
13 Número um
14 El reloj
15 Tu me acostumbraste
16 Uno
17 El dia que me quieras
18 Tudo é magnífico

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 10: Renato Borghetti (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 10: Renato Borghetti (2003)


1. Cumplicidade
2. Merceditas
3. Taquito Militar
4. Milonga para as Missões
5. Valsa do Coroa
6. Sétima do Pontal
7. Café com Canela
8. Bebê
9. Funga-funga no Cangote
10. Pot-Pourri: Pézinho-Balaio-Chula-Cana Verde
11. Hospitaleira Vacaria

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 09: Orlando Silva (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 09: Orlando Silva (2003)


01- Chuvas de Verão
02- Lágrimas
03- A última estrofe
04- Chora cavaquinho
05- Céu moreno
06- Abre a janela
07- Carinhoso
08- Aos pés da cruz
09- A primeira vez
10- Sertaneja
11- Meu consolo é você
12- A jardineira
13- Mal-me-quer
14- A última canção
15- coqueiro verde
16- Súplica
17- Atire a primeira pedra
18- Nada além
19- Dá-me tuas mãos
20- Número um
21- Meu romance
22- Amigo leal
23- Desespero

Considerado o melhor dos grandes cantores da era do rádio - ao lado de Francisco Alves, Silvio Caldas e Carlos Galhardo -, Orlando Silva teve uma história de glórias e dramas. Seu período de auge durou relativamente pouco: apenas sete anos, de 1935 a 1942. Filho de um violonista e chorão amador, perdeu o pai aos 3 anos de idade, vitimado pela gripe espanhola. Por isso, teve que largar os estudos cedo para trabalhar. Aos 17 anos perdeu parte do pé esquerdo em um acidente de bonde, o que o obrigou a ficar quatro meses hospitalizado com dores horríveis, que só cediam com doses de morfina. Quando se recuperou voltou a trabalhar como cobrador numa linha de ônibus. Costumava cantar para os amigos e vizinhos até que um conhecido o apresentou ao cantor Luiz Barbosa, que o levou para a Rádio Cajuti. Um dia o violonista e compositor Bororó o ouviu e apresentou a Francisco Alves, que gostou do que ouviu. Passou a se apresentar em programas de rádio e em 35 gravou o primeiro disco. No ano seguinte participou de um filme e da inauguração da Rádio Nacional, onde passou a ter seu próprio programa. Foi numa temporada em São Paulo, em que cerca de 10 mil pessoas foram ouvi-lo, que surgiu o apelido "Cantor das Multidões". Em março de 1937 lança o que seria um de seus maiores sucessos: "Lábios que Beijei" (J. Cascata/ L. Azevedo), com o inovador arranjo de cordas feito pelo maestro Radamés Gnattali. Orlando fez também as primeiras gravações de "Carinhoso" (Pixinguinha/ J. de Barro) e "Rosa" (Pixinguinha/ Otávio de Souza). Os sucessos não paravam, e a vendagem dos discos continuava aumentando sempre: "Nada Além" (Custódio Mesquita/ Mário Lago), "Dá-me Tuas Mãos" (Roberto Martins/ M. Lago), "Boêmio" (Ataulfo Alves/ J. Pereira/ O. Portella), "Juramento Falso" (J. Cascata/ Leonel Azevedo), "Deusa do Cassino" (Newton Teixeira/ Torres Homem), "Por Quanto Tempo Ainda" (Joubert de Carvalho), "Naná" (Custódio Mesquita/ Jardel/ Geysa Bôscoli), "Abre a Janela" (Roberto Roberti/ Arlindo Marques Jr), "Curare" (Bororó), "Alegria" (Assis Valente/ Durval Maia), "Aos Pés da Cruz" (Marino Pinto/ José Gonçalves), "A Primeira Vez" (Bide/ Marçal), "Dama do Cabaré" (Noel Rosa). Por volta de 1940 a carreira de Orlando Silva, então no auge da fama, entrou em declínio. Começou a fazer uso freqüente de morfina, tornando-se dependente químico e tendo crises de abstinência quando não podia usar a droga. Em 1942 passou alguns meses afastado dos estúdios, em parte por causa de um problema dentário, em parte porque estava se internando para livrar-se da morfina. Tentando livrar-se de uma dependência, acabou também vitimado por outra, o alcoolismo. Suas cordas vocais não resistiram ao álcool e à morfina, e quando Orlando voltou ao estúdios já não era o mesmo. Entre maio e novembro de 1942, tudo mudou na vida do Cantor das Multidões. Rescindiu seus contratos com a gravadora RCA e mais tarde com a Rádio Nacional, em 1945. Depois disso, o cantor ensaiou diversas "voltas", prosseguindo na carreira com alguns sucessos até o ocaso, apesar de cultuado com devoção por discípulos que vão de João Gilberto a Caetano Veloso.

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 08: Nei Lopes (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 08: Nei Lopes (2003)


01 Luxuosos transatlânticos
02 Gotas de veneno
03 E eu não fui convidado
04 Gostoso veneno
05 Coisa da antiga
06 Goiabada cascão
07 Tempo de Dondom
08 Baile no Elite
09 Senhora Liberdade

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 07: Nara Leão (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 07: Nara Leão (2003)


01.Soneto
02.Cantores do rádio
03.Insensatez
04.Preconceito
05.Você e eu
06.Diz que fui poraí
07.A banda
08.Quem te viu quem te vê
09.Com açúcar, com afeto
10.Desafinado
11.Primavera
12.Maria Moita
13.Joana Francesa
14.Quando o carnaval chegar
15.Pra dizer adeus
16.Esse mundo é meu
17.Morena do mar
18.Água de beber
19.Berimbau
20.Deus me perdoe
21.Não me diga adeus
22.Camisa amarela
23.Fez bobagem
24.Tatuagem

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 06: Mestre Ambrósio (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 06: Mestre Ambrósio (2003)



01 Mestre Ambrósio
02 Fuá na Casa de Cabral
03 Se Zé Limeira Sambasse Maracatu
04 José
05 Benjaab
06 Pé-de-calçada
07 Pot Pourri - O Circo de seu Bidu - Mensagem pra Zé Calixto - Baile Catingoso
08 Pot Pourri - Agora foi que eu cheguei - Fui Tomar Banho
09 Forró de Primeira
10 Usina (Tango no Mango)
11 Feira de Caruaru


Mestre Ambrósio é o mestre de cerimônias do teatro folclórico popular Cavalo Marinho na Zona da Mata, norte do estado de Pernambuco, que inspirou o nome da banda. Em cima da base nordestina do forró, maracatu, coco, baião, caboclinho, ciranda e das letras inspiradas na tradição popular, o Mestre Ambrósio desenvolve seu lado pop. Seus integrantes têm referências musicais distintas, o que adiciona ao som um pouco de rock, jazz e música árabe.
Quando foi fundado, em 1992, o Mestre Ambrósio tinha Siba (Sérgio Veloso), inicialmente na guitarra e depois na rabeca, Eder "O" Rocha, percussionista, Helder Vasconcelos, ex-guitarrista e tecladista e atual percussionista e fole de oito baixos. Depois entraram Mazinho Lima (baixo elétrico e triângulo), Sérgio Cassiano (percussão e vocal) e Mauricio Alves (percussão).
Filhote da mesma vertente mangue beat de Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, o Mestre Ambrósio usa menos referências importadas que seus pares, permanecendo mais ligado às bases nordestinas. O CD independente Mestre Ambrósio (1996), produzido por Lenine e Marcos Suzano, foi bem aceito e vendeu 20 mil cópias. A divulgação boca-a-boca deu à banda um caráter cult. O clipe Pé-de-calçada, gravado e produzido por eles, começou a ser veiculado na MTV, o que serviu para apresentar o grupo fora do circuito pernambucano. A porta de entrada foi São Paulo, onde radicaram-se em 1997. Excursionaram por mais de 10 cidades européias, passaram pelos Estados Unidos e foram indicados para o MTV Video Music Brasil na categoria Banda/Artista Revelação com o clipe Se Zé Limeira Sambasse Maracatu. A música José foi incluída na coletânea Strictly Worldwide, do selo alemão Piranha Records, especializado em música étnica. Uma de suas músicas, Baile Catingoso, foi incluída na trilha sonora de Baile Perfumado, de Lirio Ferreira e Paulo Caldas.
O segundo disco, Fuá na Casa de Cabral (1998), foi lançado por uma gravadora multinacional, a Sony, e gravado acusticamente com inclusões eletrônicas, assinadas pelo produtor Suba. O lançamento oficial foi no Abril Pro Rock, em Recife, em 1999. Emplacou melhor nos Estados Unidos do que aqui, entrou no top ten alternativo do crítico do New York Times Jon Pareles, e a banda começou 2000 fazendo uma turnê norte-americana. Ainda pela Sony, em 2001, lançam o CD Terceiro Samba. Além da conhecida mistura de estilos tradicionais do Nordeste, a banda traz neste disco dois sambas no melhor estilo carioca: Saudade (do vocalista e multiinstrumentista Sérgio Cassiano) e Lembrança de Folha Seca (de Siba). O Mestre Ambrósio decidiu em Terceiro Samba explorar radicalmente alguns instrumentos ainda pouco conhecidos no Sudeste, como o fole de oito baixos, o ilu (tipo de atabaque que veio das religiões afro-brasileiras), a alfaia de maracatu e a caixa-prato. O disco é considerado o trabalho mais maduro e o que melhor transmite o perfil da banda, até agora.

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 05: Mauro Duarte e Noca da Portela (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 05: Mauro Duarte e Noca da Portela (2003)


01 A alegria continua
02 Lamentação
03 Praça Onze
04 Samba de quarenta e dois
05 Desde que me abandonou
06 Já era (Palavra)
07 Cuidado, teu orgulho te mata
08 Meu sapato já furou
09 Vazio
10 Pra que, afinal
11 A infelicidade
12 Portela querida
13 Linguajar do morro
14 Aventureira
15 A minha Portela é demais
16 Barba de molho
17 Degraus da vida - Rugas
18 Brigaram pra valer
19 Se eu morrer agora
20 Timidez

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 04: Gonzaguinha (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 04: Gonzaguinha (2003)


01 Sangrando
02 O trem
03 Comportamento geral
04 Galope
05 Com a perna no mundo
06 É
07 O que é, o que é
08 Ponto de interrogação
09 Grito de alerta
10 Diga lá, coração
11 Espere por mim, morena
12 Explode coração
13 Lindo lago do amor
14 Baião
15 Qui nem jiló
16 Mangaratiba
17 Respeita Januário
18 A vida do viajante
19 Começaria tudo outra vez

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 03: Fátima Guedes (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 03: Fátima Guedes (2003)


01- Absinto
02- Meninas da Cidade
03- Cheiro de mato
04- Faca
05- Sem saída
06- Queremos saber
07- Outono
08- Vaca Profana
09- Bye, Bye, Brasil
10- O côco do côco
11- Nunca
12- Vô Alfredo
13- Caos Brasil
14- Flor de ir embora

Fátima Guedes nasceu no Rio de Janeiro RJ em 06 de maio de 1958. Criada entre a Zona Norte e o subúrbio carioca, iniciou carreira como compositora em 1973. Em 1976, sua musica Passional venceu o Festival de Musica da Faculdade Hélio Alonso. Autora de trilhas sonoras para teatro, compôs Onze fitas, para a peça O dia da caça, de José Louzeiro. Sua musica Bicho medo foi gravada por Wanderléia, e Meninas da cidade interpretada no show Transversal do tempo, por Elis Regina. Participou, em 1980, do Festival da Nova Musica Popular Brasileira, com Mais uma boca. Lançou seu primeiro disco, Fátima Guedes, em 1979, com as composições Onze fitas, Meninas da cidade e Passional. Em 1980 lançou outro disco, também com o nome Fátima Guedes, contendo Cheiro de mato e Mais de uma boca, também suas. Em 1981 lançou Lápis de cor, com a composição Arco-íris, e chamou a atenção de toda a critica musical. Em 1983 saiu Muito prazer, em que se destaca Absinto; e, em 1985, Sétima arte, com a composição de mesmo nome. Seu segundo CD, Pra bom entendedor, conta com composições suas (Minha senhora e Mãos de jardineiro) e da dupla Guinga e Aldir Blanc. Tem musicas gravadas por Elis Regina (Onze fitas), Nana Caymmi (Chora brasileira), Zizi Possi, Joanna e Simone (Condenado).
Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira
Art Editora e PubliFolha

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 02: Fagner (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 02: Fagner (2003)


1. Ave Maria
2. O violeiro
3. Vaca estrela e boi fubá
4. Mucuripe
5. Canteiros
6. Amor escondido
7. Revelação
8. Lua do Leblon - Deslizes
9. Traduzir-se
10. Años
11. Estrada de Santana
12. Luz negra
13. Xanduzinha
14. Último pau de arara

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 01: Beth Carvalho (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 8 CD 01: Beth Carvalho (2003)


1. Passarinho
2. Por quem morreu de amor
3. Mascarada
4. Viola enluarada
5. Andança
6. Rio Grande do sul na festa do Preto Forró
7. 1800 Colinas
8. Maior é Deus
9. Pandeiro e viola
10. Enamorada do sambão
11. Antes ele do que eu
12. Olho por olho
13. Senhora rezadeira
14. Pedi ao céu
15. Coisinha do pai
16. Vou festejar
17. O mundo é um moinho-As rosas não falam
18. Folhas secas
19. Morrendo de saudades
20. Querem me derrubar [a capela]
21. Sonhando eu sou feliz

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 7 CD 13: Taiguara (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 7 CD 13: Taiguara (2003)


01 Hoje
02 Dó-Ré-Mi
03 Prece Ao Vento
04 Meu Amor Santa Teresa
05 Samba de Copo Na Mão
06 Modinha
07 Helena, Helena, Helena
08 Universo do Teu Corpo
09 Cavaleiro da Esperança
10 Exemplo de Música e Ritmo da Tanzânia
11 África Mãe
12 Donde
13 Guajira Guantanamera
14 Molambo
15 Quem

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 7 CD 12: Sílvio Caldas (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 7 CD 12: Sílvio Caldas (2003)


01 Aquarela do Brasil
02 Iôio Deste Ano
03 Faceira
04 Na Baixa do Sapateiro
05 Maria - Risque
06 Torturante Ironia
07 Inquietação
08 Voltei
09 Linda Flor (Ai, Yô Yô)
10 Casa de Caboclo
11 Chão de Estrelas
12 O Pião
13 Mulher
14 Na Minha Terra Tem
15 É Bom Parar - Nega do Cabelo Duro
16 Linda Lourinha - Linda Morena - A E I O U
17 Meus Vinte Anos

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 7 CD 11: Sá e Guarabira (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 7 CD 11: Sá e Guarabira (2003)


01 Dona
02 Roque Santeiro
03 Tabuleiro
04 Espanhola
05 Caçador de Mim
06 Feitio de Oração
07 Margarida
08 Casaco Marrom
09 Jingles Pepsi-Cola e Caixa Econômica
10 Primeira Canção da Estrada - O Pó da Estrada

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 7 CD 10: Raphael Rabello (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 7 CD 10: Raphael Rabello (2003)


1- Anos Dourados (Tom Jobim/Chico Buarque)  Interpretes: Raphael Rabello  Instrumental
2- Choro (Garoto) (Tom Jobim)  Interpretes: Raphael Rabello Instrumental
3- Luiza (Tom Jobim)  Interpretes: Raphael Rabello Instrumental
4- Garota de Ipanema (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) Interpretes: Raphael Rabello Instrumental
5- Sete Cordas (Raphael Rabello/Paulo César Pinheiro)  Interpretes: Raphael Rabello
6- Choro da Saudade (Agustin Barrios)  Interpretes: Raphael Rabello Instrumental
7- Abismo De Rosas (Agustin Barrios)  Interpretes: Raphael Rabello  Instrumental
8- Jongo (João Pernambuco)  Interpretes: Raphael Rabello
9- Estudo Nº 1 (Villa-Lobos)  Interpretes: Raphael Rabello
10- Estudo Nº 1 (Radamés Gnattali)  Interpretes: Raphael Rabello
11-  Lamentos do Morro (Aníbal Augusto Sardinha)  Interpretes: Raphael Rabello
12- Samba do Avião (Tom Jobim)  Interpretes: Raphael Rabello


Tragédia carioca em dois tempos Trajetória de Rafael Rabello e Vera Fischer em direção às drogas revela triste história do Rio RUY FABIANO Especial para o Estado O que há em comum entre a atriz Vera Fischer, internada no Rio e em Buenos Aires para tratamento de desintoxicação e recuperação psiquiátrica, e Rafael Rabello, o músico carioca, morto em 27 de abril do ano passado, no Rio de Janeiro, aos 32 anos - e considerado por instrumentistas como Paco de Lucia, Tom Jobim, Radamés Gnattali e Baden Powell um dos melhores violonistas do mundo?
Muito mais coisas certamente que a circunstância de serem ambos artistas talentosos, sensíveis e indefesos. Rafael está morto, Vera Fischer está viva - e é essa diferença que me move, na qualidade de irmão de Rafael e profissional de imprensa, a fazer publicamente a analogia (para mim dolorosíssima) entre as duas tragédias.
Penso, ou pelo menos pretendo, com isso, estar prestando um serviço de utilidade pública. A história de ambos é a história do Rio deste fim de século - e é um pouco da história do Brasil urbano de hoje, já que o Rio ainda exerce papel fundamental de irradiador de padrões de comportamento para todo o País.
Rafael Rabello chegou às drogas a partir de uma fatalidade que o marcou definitivamente: um desastre de carro, que o obrigou a receber transfusão de sangue que o contaminaria com o vírus da Aids. No desespero da situação, caiu nas malhas das drogas.
Vera Fischer chegou ao mesmo lugar por outras vias e razões que desconheço. O importante é que, a partir de então, ambos tornaram-se reféns de sua classe social e meio profissional, onde o trânsito das drogas é absolutamente livre.
Vera Fischer e Rafael Rabello não são fenômenos isolados nem restritos ao meio artístico. Há numerosos outros rafaéis e veras fischers anônimos, que vivem a mesma tragédia no cotidiano das grandes metrópoles brasileiras, sobretudo no eixo Rio- São Paulo.
É a tragédia corrosiva das drogas, as legais (anfetaminas, barbitúricos e tranqüilizantes, servidos com irresponsável bonomia por médicos mercenários) e as ilegais, armazenadas nos "santuários" do narcotráfico (a expressão é do secretário de Segurança do Rio), espalhados por numerosos bairros da ex-cidade maravilhosa.
Semelhanças
- O ex-marido de Vera, o ator Perry Salles, disse ao Jornal do Brasil exatamente - e literalmente - o que nós, da família de Rafael, nos dissemos no curso de sua tragédia. Foram essas as palavras de Perry: "Ela (Vera Fischer) está como o Rio, doente, completamente alucinada, não tem mais visão nem sentido das coisas. Ela não consegue nem mais trabalhar."
E ainda Perry, descrevendo o comportamento da atriz, depois que se entregou ao consumo das drogas (legais e ilegais): "Ela é ambivalente, tem as duas coisas: é uma deusa e é o diabo ao mesmo tempo. (...) Se te pega no momento em que está lúcida, é genial, uma pessoa de quem você não quer se desgrudar. Mas depois é uma loucura. Muda a personalidade, a peça, muda tudo. Nesses períodos, é alucinante, como se lhe pusessem uma venda nos olhos."
Tenho acompanhado, como todo o País, os lances da tragédia pessoal de Vera Fischer. E, pelo conjunto impressionante de coincidências - até a clínica em que Vera estava internada, o Núcleo Integrado de Psiquiatria, da Barra da Tijuca, é a mesma em que Rafael morreu - revivo, ainda que não queira, a tragédia do meu irmão.
A impressionante semelhança do semblante de desespero de ambos - Rafael na foto da capa de seu último disco (Relendo Dilermando Reis) e Vera Fischer nas fotos da entrevista que deu, logo após o episódio de agressão à babá - foi, para mim, a gota d'água. Todas as minhas reservas de exposição pessoal e publicidade foram vencidas no impacto visual comparativo dessas fotos.
Telefonei para meus pais e irmãos no Rio e concordamos em que era necessário esse depoimento, ainda que nos custe a dor de reabrir feridas. Trata-se, como foi dito, de um serviço de utilidade pública. E Rafael certamente apoiaria essa iniciativa.
Ele sempre demonstrou, mesmo em seus momentos finais, aguda sensibilidade para questões sociais. Seu último trabalho, um disco primoroso com a obra do compositor Capiba, a ser lançado pela Fundação Cultural Banco do Brasil, terá, por vontade dele, parte da renda revertida para a campanha contra a fome, do Betinho. Papel da imprensa
- Os ingredientes das duas tragédias são os mesmos: ação livre e plena dos traficantes em todos os níveis e camadas sociais, desde ambientes indefesos, como favelas e bairros da periferia, até os corredores de instituições poderosas, como emissoras de televisão, universidades e meio artístico.
Há também a indiferença/conivência de pessoas influentes e com poder de decisão no plano institucional. Há, sobretudo, os sanguessugas e viciados da periferia do meio artístico que, não dispondo de recursos para comprar a droga, transformam- se em intermediários dos traficantes e criam todas as dificuldades possíveis (inclusive por meio de ameaças) para que o colega prossiga no vício e sua família seja mantida à distância.
São os chamados "soldados" do pó. O vício do colega rico é a garantia de manutenção do seu, pago com drogas, a título de comissão. O resultado, o País está tendo a oportunidade de ver em Vera Fischer. Há um lado positivo na exposição pública de sua tragédia, em que pese o constrangimento inevitável para ela e sua família.
Sabendo o que acontece, público, colegas de trabalho e amigos têm a oportunidade não apenas de compreendê-la, como de auxiliá-la. E os sanguessugas, intimidados, mantêm-se à distância.
Com Rafael Rabello, infelizmente, não foi assim. A família, posta diante de tal situação, que lhe era inteiramente inédita, optou pelo silêncio, no intuito de preservá-lo e na ingênua expectativa de que poderia encontrar uma saída por conta própria. Preferiu amargar, enclausurada, sua tragédia, que se arrastou por quase dois anos.
Assistiu, impotente, à transformação de sua personalidade, que o levou a isolar-se e privar-se do convívio de gente amiga, ele que sempre desfrutou de grande estima no meio profissional, onde ingressou ainda de calças curtas, aos 12 anos. Era uma pessoa meiga, bem-humorada, que gostava de conversar e dar boas gargalhadas. Era o que se chama de boa praça.
Também ele, como Vera Fischer, tornou-se irascível e instável, embora sem causar dano a ninguém. Em junho de 1994, a família, seguindo conselhos médicos, decidiu interná-lo para tratamento de desintoxicação na Clínica Mariana, que fica em frente do Maracanã, na Rua Eurico Rabello.
Pois bem: dois dias depois, quando seus pais foram visitá-lo, souberam, com espanto, que havia recebido alta. Não ficara nem 48 horas. E a família sequer fora informada, não obstante ter tido a iniciativa de internação e não obstante o visível estado de desequilíbrio e perturbação do paciente. Quem e por que lhe deu alta? Não houve explicações.
Rafael saiu dali para o mesmo mundo de loucuras, em que traficantes bem apessoados (os Escadinhas são apenas a parte visível e, por isso mesmo, menos perigosa do mundo das drogas), circulam em ambientes chiques e restritos - o grand monde carioca - e se mostram simpáticos e compreensíveis com as vítimas que ainda têm o que lhes oferecer.
Estão sempre prontos a colaborar: "A cocaína está causando crises depressivas? Procure o doutor fulano de tal, ele te dá umas receitas fantásticas. Isso é passageiro."
Internação e morte
- Rafael morreu de enfarte, num quarto do Núcleo Integrado de Psiquiatria da Barra da Tijuca. A família não sabe de detalhes. Sabia apenas que seu organismo estava profundamente enfraquecido pela ação contínua das drogas - anfetamina (droga legal), mais do que da cocaína. Na véspera, porém, de seu óbito, dia 26 de abril, os médicos informaram que seu quadro clínico era ótimo e que estava em plena recuperação. Não estava.
Encontramos, entre seus pertences, antes de interná-lo, numerosas receitas do medicamento Hipofagin, à base de anfetamina, aviadas sem qualquer critério. Não é infundado concluir que o médico que assim procedeu tem co-responsabilidade na construção de sua tragédia.
A família reserva-se o direito de por enquanto não revelar nomes, por cautela. Importa aqui dar o testemunho da tragédia, no que ela tem de útil à coletividade.
Breve escapada
- Em junho de 1994, um mês após a frustrada internação na Clínica Mariana, Rafael deixou o Brasil. Surgira a chance que tanto esperara de uma carreira nos Estados Unidos. Foi, para todos nós, mais que a alegria pela perspectiva de expansão de sua carreira profissional, um alívio sabê-lo a salvo das aves de rapina que o cercavam. Só um acontecimento dessa magnitude o faria sair do Rio.
Nos Estados Unidos, pelas mãos de Laurindo de Almeida, violonista brasileiro que para lá se transferiu nos anos 40, como músico de Carmem Miranda, e tornou-se um dos maiores instrumentistas de jazz, gravou seu primeiro disco, foi apresentado a gente influente do meio e começou a lecionar numa universidade de música, em Los Angeles, na cadeira de violão.
O mais importante: começou a libertar-se das drogas.
Laurindo, que morreria três meses depois de Rafael, o considerava um músico fora de série e apostava em seu triunfo internacional. Outro que se encantou com seu trabalho foi o compositor e cantor inglês Sting, que adquiriu no Brasil o disco Todos os Tons, em que Rafael toca músicas de Tom Jobim, por ele transcritas e arranjadas para violão.
Tudo parecia maravilhosamente encaminhado. Eis, porém, que Rafael precisou voltar ao Rio, em janeiro de 1995, para em breve (e definitivo) trabalho. A Fundação Cultural Banco do Brasil aprovara antigo projeto seu de realizar um disco resgatando a obra do nonagenário compositor Capiba.
Retorno fatal
- Rafael voltou e, como já não residia no Rio, optou por ficar num hotel. Foi para o Sheraton, em São Conrado. Seus pais insistiram para que se hospedasse com ele - e assim ficara inicialmente acertado. Mas, desde o desembarque no aeroporto, foi envolvido pelo exército do pó, constituído sobretudo dos dois consumidores desabonados, que precisam das comissões de venda para sustentar o próprio vício.
Foi direto para o hotel e de lá só saía para o estúdio de gravação, sempre cercado pelas mesmas pessoas. Um carregava o seu violão, outro dirigia o carro. Todos muito prestativos e simpáticos com ele - e hostis com todos que se atrevessem a aproximar-se.
Com a família, Rafael comunicava-se poucas vezes, sempre por iniciativa dessa. As visitas eram penosas. A suíte em que se hospedara (sua condição econômica ainda era boa) era ampla e estava sempre cheia de gente. Copos e garrafas de bebidas espalhados por todos os lados, forte cheiro de acetona no ar, cinzeiros abarrotados de guimbas, um ambiente de festim e decadência.
Refém de traficantes e de "soldados" do pó, o maior violonista brasileiro, com as portas do meio artístico internacional abertas a sua frente viveu seus últimos e desesperados dias.
Certa vez, uma irmã nossa o procurou no hotel e foi informada de que havia recado expresso para que não fosse permitido acesso da família a seu quarto. Minha irmã desafiou a proibição e foi vê-lo. Ele, com o aspecto de stress profundo, simplesmente ignorava a tal proibição. Quem o fizera? Certamente, um dos muitos sanguessugas que o cercavam dia e noite - homens e mulheres, jovens e bem-apessoados.
Confiram agora o que até aqui foi relatado com o que tem sido publicado nos jornais a respeito de Vera Fischer. Não é parecido? Pois é: não é mera coincidência. É o Rio anos 90.
Paradoxo
- A elite do Rio vive um paradoxo: quer livrar-se da condição de refém do crime organizado, cujo sustentáculo econômico, todos sabem, é o narcotráfico, mas o sustenta consumindo cocaína - vício caro, só acessível a quem tem dinheiro.
Roberto Pompeu de Toledo escreveu em Veja, de 6 de dezembro. "Houve uma grande ausência na passeata de terça-feira passada no Rio de Janeiro (a Reage Rio). Faltou uma palavra mágica, aquela que daria sentido a toda aquela movimentação. Foi como se nas manifestações pelas eleições diretas não se citasse a palavra "diretas". Ou, nas manifestações pelo impeachment, não se pronunciasse a palavra "impeachment". A palavra que faltou é: DROGAS."
E ainda:
"A passeata era contra a violência. Ora, qual a causa magna da violência no Rio, a causa das causas? Resposta: drogas. (...) E, no entanto, na passeata de terça-feira, faltou dizer seu nome. Por quê?" Eis aí um mistério cristalino. A resposta-síntese é uma só: cumplicidade. O delegado carioca Hélio Luz, diante das resistências que tem encontrado para sanear a polícia e estabelecer mecanismos eficazes na luta contra o crime na cidade, perguntou-se recentemente: "Será que a elite quer viver dentro da honestidade e da lei? Será que agüenta?"
Em torno desse circo de horrores, há uma poderosa indústria que explora as vítimas do processo: clínicas de desintoxicação improvisadas (não são todas, claro); médicos inescrupulosos, que vendem receitas para remédios de tarja preta, tipo Hipofagin e Frontal, antidepressivos e inibidores de apetite; psiquiatras que recauchutam pacientes e os devolvem para mais uma temporada no inferno, etc.
Lucra-se com as drogas - e tanto basta para que se mantenha toda uma lógica de perversão, que contamina autoridades e instituições. E devora pessoas.
Quando o torcedor do Santos foi assassinado, há três semanas, por ter ido parar por equívoco num "santuário" do tráfico, a reação das autoridades foi de absoluta naturalidade. Algo do tipo "claro, mas ele invadiu um santuário". Só faltou punir-se post mortem o indigitado personagem por invasão de propriedade alheia.
Terapia delicada
- Rafael foi internado no Núcleo Integrado de Psiquiatria da Barra da Tijuca em 21 de abril de 1995, para tratamento de desintoxicação. Tal como aconteceu com Vera Fischer, sua família foi mantida à distância.
Raros contatos nos três primeiros dias, até o isolamento total. Os médicos o exigem, nesse tipo de terapia, sob o argumento de que o paciente tentará induzir amigos e familiares a tirá-lo de lá ou a fornecer alguma quantidade de droga (legal ou ilegal).
A crise de abstinência é dolorosa e enfrentada à base de sedativos, cuja aplicação requer perícia, dado o quadro de debilidade física (sobretudo cardíaca) da maioria dos pacientes nesse estado.
O paciente torna-se violento em alguns momenos e, em outros, sedutor. Diante de amigos e familiares usa de todas as reservas de persuasão para tentar obter o que quer - no caso, a droga ou a fuga para obtê- la.
Uma pessoa afetivamente ligada ao paciente fica em situação delicada: ou atende ao seu apelo, desatendendo ao tratamento, ou nega-lhe o pedido e submete-se a mais um stress emocional. Daí a necessidade de isolamento, que previne também a visita de traficantes ou de seus soldados, segundo os médicos.
Isolamento, porém, não quer dizer falta de informação. Nada impede que a família seja informada. No caso de Vera Fischer, no terceiro dia de sua internação, os médicos a aconselharam a procurar tratamento mais sofisticado em clínica em Buenos Aires. No caso de Rafael, não houve a mesma avaliação. E ele morreu um dia após os médicos considerarem "ótimo" seu estado de recuperação.
Obras-primas
- Desses dois anos finais (e fatais), há um farto material musical, de primeiríssima qualidade, pronto para virar CD - inclusive o disco-homenagem de Capiba, que tem a participação de gente como Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Maria Bethânia, Gal Costa, Marisa Monte e outros. Um disco primoroso, em que Rafael fez arranjos, produziu e tocou. Foi sua obra derradeira, que consumiu o resto de suas energias.
Rafael não morreu de Aids. A doença não chegou a se desenvolver nele. Basta ver que morreu com excesso de peso. Tirou-lhe o gosto de viver e a alegria morreu do coração. Teve uma apnéia (interrupção da respiração durante o sono), da qual não conseguiu sair. Mas, como sua história não foi contada, surgiram versões diversas - e falsas: morreu de Aids, de overdose, suicidou-se e coisas do gênero. Alguns jornais exploraram maldosamente sua tragédia, tentando caricaturá-la, aumentá-la, profaná-la.
Ele não causou danos a terceiros - só a si mesmo. Seu sofrimento transmudou-se em arte pura, de primeiríssima qualidade, que o Brasil merece ver difundida em disco em breve. É patrimônio cultural e estético coletivo. Músicos respeitáveis, como Francis Hime e Paulinho da Viola, acreditam que ninguém jamais tocou violão como Rafael Rabello, em tempo algum e em parte nehuma. Francis escreveu uma peça erudita especialmente para ele e, agora, não encontra quem possa executá- la. Mas essa é outra história.
Em seu enterro, poucos colegas. A notícia chocou a cidade. Poucos sabiam de sua tragédia particular. Falava-se em drogas. Os personagens que o cercavam nos últimos meses - e que infundiam medo a muitos - saíram completamente de cena. Mas deixaram em torno ambiente de receio. Muita gente boa compareceu: Paulinho da Viola, Hermínio Bello de Carvalho, Paulo César Pinheiro, João Bosco, Francis Hime, Paulo Moura (com quem fez seu último show), Sonia Braga, Leo Gandelman, Beth Carvalho, Dino Sete Cordas, Nélson Sargento e alguns outros de cujo esquecimento me penitencio.
Mas havia ausências que se contavam às dezenas, gente que esteve a seu lado no curso de toda a carreira. "A barra está pesada", disse-me um desses personagens, justificando sua ilustre ausência dos funerais.
A causa mortis de Rafael pode ser resumida em poucas palavras: Rio de Janeiro, década de 90. A cidade está enferma e devora seus filhos - ilustres e anônimos. Que o legado da dor de Rafael tenha proveito na reversão desse quadro é nossa expectativa - e seguramente a dele, que tanto amava a cidade e a vida. Ruy Fabiano é jornalista e irmão do violonista Rafael Rabello. Este texto é uma versão condensada do que foi publicado no `Correio Braziliense' no dia 31 de dezembro Copyright 1996 - O Estado de S. Paulo - Todos os direitos reservados

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 7 CD 09: Nélson Gonçalves (2003)

A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes Vol. 7 CD 09: Nélson Gonçalves (2003)


01 Caminhemos
02 Pot-pourri
03 Nem às paredes confesso - Só nós dois
04 Renúncia
05 Maria Bethânia
06 Normalista
07 Mulher
08 El dia que me quieras
09 Carlos Gardel
10 Meu vício é você
11 As rosas não falam
12 A volta do boêmio