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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Engenheiros do Hawaii - Acervo Especial (1994)

Engenheiros do Hawaii - Acervo Especial (1994)


1  Somos Quem Podemos Ser 3:08
2  Toda Forma De Poder 4:28
3  Era um garoto que como eu amava os beatles e os rolling stones  3:31
4  A Revolta dos Dândis I 6:36
5  Sopa de Letrinha 3:09
6  Pra Ser Sincero 3:39
7  Infinita Highway 6:10
8  O papa é pop 3:47
9  Alívio Imediato 3:41
10 Terra De Gigantes 5:45
11 O Exército de um Homem Só I 4:52
12 Longe Demais Das Capitais 4:06
13 Parabólica 2:33
14 Herdeiro Da Pampa Pobre 4:02

Engenheiros do Hawaii - Acústico Novos Horizontes (2007)

Engenheiros do Hawaii - Acústico Novos Horizontes (2007)
1. Toda Forma de Poder / Chuva de Containers
2. Vertical
3. Guantánamo (Humberto Gessinger, Bernardo Fonseca, Glaucio Ayala, Pedro Augusto, Fernando Aranha)
4. A Montanha
5. Quebra Cabeça (Humberto Gessinger, Bernardo Fonseca, Glaucio Ayala, Pedro Augusto, Fernando Aranha)
6. No Meio de Tudo, Você
7. Não Consigo Odiar Ninguém (Humberto Gessinger, Bernardo Fonseca, Glaucio Ayala, Pedro Augusto, Fernando Aranha)
8. Cinza (Humberto Gessinger, Carlos Maltz)
9. Coração Blindado (Humberto Gessinger, Bernardo Fonseca, Glaucio Ayala, Pedro Augusto, Fernando Aranha)
10. A Onda
11. Parabólica (Humberto Gessinger, Augusto Licks)
12. Faz de Conta (Humberto Gessinger, Melissa Mattos)
13. Novos Horizontes/Alívio Imediato
14. Simples de Coração
15. Piano Bar
16. Luz
17. Pra Ser Sincero (Humberto Gessinger, Augusto Licks)

Novos Horizontes é um DVD ao vivo da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii. Gravado no Citibank Hall de São Paulo, nos dias 30 e 31 de Maio de 2007 e lançado em agosto de 2007. Também disponível em CD, reúne sucessos da banda junto com músicas inéditas.

Assim como no álbum acústico, Clara Gessinger (filha do líder Humberto Gessinger) e o ex-integrante Carlos Maltz fazem participações especiais: ela em A Onda (canção do projeto Humberto Gessinger Trio) e Parabólica (composta em sua homenagem para o disco Gessinger, Licks & Maltz); ele, tocando bateria e cantando na canção Cinza (parceria com Gessinger).

Segundo o próprio líder dos Engenheiros do Hawaii, o novo acústico foi uma forma de eternizar, em forma acústica, músicas que não entraram no set list do Acústico MTV, produzido anteriormente.

Formação

Humberto Gessinger:Voz,violão,violas caipiras,dobro,harmônicas,bandolim e piano
Fernando Aranha:Violão
Bernardo Fonseca:Baixo
Gláucio Ayala:Bateria,derbak e vocais
Pedro Augusto:Teclados,piano Fender Rhodes e escaleta

Convidados

Clara Gessinger:Voz em "A onda" e "Parabólica"
Carlos Maltz:Voz e bateria em "Cinza"

Curiosidades

Foi o álbum deveras mais maduro e mais experimental da banda. Em quatro faixas (Toda Forma de Poder, Vertical, Coração Blindado e A onda), Humberto Gessinger inova tocando-as com viola caipira. São duas Gianinnis Acinturadas.
Na canção Faz de Conta, o baterista Glaucio Ayala faz uso de um instrumento tipicamente indiano chamado Derbak.
O álbum é classificado como acustico, apesar do baixista Bernardo Fonseca tocar um baixo elétrico, o Fender Jazz Bass.
No palco, está montado duas baterias, a qual uma o baterista Glaucio Ayala usa e a outra Carlos Maltz faz uso na sua participação especial, na canção Cinza.
Os microfones usados por Gessinger e sua filha, Clara, são, respectivamente, um Shure Beta 57 A, e um Shure SM-58.
Na canção "Parabólica" o tecladista Pedro Augusto usa um instrumento de sopro com teclas chamado Escaleta.


Engenheiros do Hawaii - Acústico MTV (2004)

Engenheiros do Hawaii - Acústico MTV (2004)


1. O Papa É Pop
2. Até O Fim
3. Vida Real
4. Infinita Highway
5. Armas Químicas E Poemas
6. O Preço
7. Dom Quixote (Humberto Gessinger, Paulinho Galvão)
8. 3x4
9. Refrão De Bolero
10. Surfando Karmas & DNA
11. Depois De Nós [feat. Carlos Maltz] (Carlos Maltz)
12. 3ª Do Plural
13. Terra De Gigantes/Números
14. Somos Quem Podemos Ser
15. Outras Freqüências
16. Pose [feat. Clara Gessinger]
17. A Revolta Dos Dândis
18. Era um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones(Migliacci, Luisini / Versão de Brancato Junior)
19. Eu Que Não Amo Você (somente no DVD)
20. De Fé (somente no DVD)

Acústico MTV é um álbum da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em CD e DVD em novembro de 2004.

Gravado no Espaço Locall em agosto de 2004, o disco reúne a maior parte dos sucessos da banda, como O Papa é Pop, Infinita Highway, Somos Quem Podemos Ser, entre outros; canções do projeto solo Humberto Gessinger Trio, como O Preço, Vida Real e De Fé; e músicas inéditas (Armas Químicas e Poemas, Outras Frequências e Depois de Nós).

O álbum se diferencia da maior parte dos Acústicos por não incluir participações especiais, apenas "fraternais": Clara Gessinger, filha do líder Humberto Gessinger (em "Pose"), e o ex-baterista e fundador da banda, Carlos Maltz (em Depois de Nós, música de sua autoria).

Formação

Humberto Gessinger:Voz,violão,harmônica,bandolim e piano
Paulinho Galvão:Violão
Fernando Aranha:Violão, violão de 12 cordas e dobro
Bernardo Fonseca:Baixolão
Gláucio Ayala:Bateria e vocais
Humberto Barros:Orgão Hammond e piano Wurlitzer

Participações

Carlos Maltz - voz em "Depois de Nós"
Clara Gessinger - voz em "Pose"
Curiosidades

O tecladista Humberto Barros, que faz parte da banda de apoio do Kid Abelha, participou da gravação do Acústico MTV, porém, não continuou com os Engenheiros devido à agenda com o grupo carioca. Em seu lugar, assumiu o jovem Pedro Augusto. Vale lembrar que Barros participou da gravação do disco Minuano, em 1997.
O guitarrista Paulinho Galvão deixou o grupo gaúcho em Maio de 2005, durante a tour Acústico MTV, para se dedicar à sua banda paralela, "O Sete".
Gessinger declarou uma vez que o baixista Bernardo Fonseca gostaria de tocar a canção A Revolta dos Dândis, I de forma idêntica à linha de baixo original do disco homônimo de 1987. O cantor se opôs à ideia, por considerar que Bernardo só poderia tocar daquela maneira, definida por HG como "um jeito de quem não sabe tocar baixo".
A segunda parte da canção chegou a ser tocada no show, porém, não foi incluída.
Foi a turnê mais longa de toda a história da banda. A banda ganhou novos fãs com os belos shows apresentados, bem como as belezas sonoras e físicas apresentadas nas canções do DVD Acústico MTV.

Engenheiros do Hawaii - Dançando no Campo Minado (2003)

Engenheiros do Hawaii - Dançando no Campo Minado (2003) 


1. Camuflagem (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)
2. Duas Noites No Deserto (Humberto Gessinger)
3. Rota De Colisão (Humberto Gessinger; Bernardo Fonseca)
4. Dançando No Campo Minado (Humberto Gessinger)
5. Segunda-Feira Blues I (Humberto Gessinger; Carlos Maltz)
6. Dom Quixote (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)
7. Até O Fim (Humberto Gessinger)
8. Na Veia (Humberto Gessinger)
9. Fusão A Frio (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)
10. Segunda-Feira Blues II (Humberto Gessinger; Carlos Maltz)
11. Outono Em Porto Alegre (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)

Dançando no Campo Minado é o 16º álbum oficial da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em 2003.

É o disco mais curto da banda, com 32 minutos, apresentando uma sonoridade mais pesada em relação ao disco anterior, Surfando Karmas & DNA. Seus principais sucessos foram Dançando no Campo Minado, Segunda-Feira Blues (dividida em duas partes, parceria de Humberto Gessinger com Carlos Maltz), Até o Fim e Na Veia (ambas ganharam videoclipes).

Formação

Humberto Gessinger:Voz,guitarra,violão,harmônica e teclados
Paulinho Galvão:Guitarra
Bernardo Fonseca:Baixo
Gláucio Ayala:Bateria,percussão e vocais

Participações

Carlos Maltz - voz em "Segunda-Feira Blues II"
"O Cara" - guitarra em "Rota de Colisão"
Vinimax - voz em "Rota de Colisão"

Curiosidades

Este álbum é o mais curto da banda, com duração total de aproximadamente 31 minutos. Humberto Gessinger declarou que queria passar a impressão de urgência com o disco e que gosta de ouvi-lo como uma grande música de 31 minutos. O vocalista ainda considerou o disco como uma espécie de amadurecimento em relação a Surfando Karmas & DNA, o disco anterior.
Segunda-Feira Blues I e II eram uma única música, composta pelo vocalista junto com o ex-baterista Carlos Maltz. As duas músicas foram tocadas unificadamente nos últimos shows antes das gravações do disco e nos primeiros shows após as mesmas.
Nos primeiros segundos da canção Segunda-Feira Blues I, ouve-se uma voz cantando, em baixo volume: "Onde estão os caras que lutavam e cantavam" (2x). Pouco depois, o primeiro verso da canção, "Onde estão os caras que lutavam dia-dia, sem perder a ternura jamais", traz a citação do revolucionário Ernesto Che Guevara: "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura" (Tradução do espanhol: "É preciso endurecer, sem perder a ternura jamais").
Na mesma canção, há uma citação do livro "O Lobo da Estepe", de Hermann Hesse: "Onde está o teatro mágico só para iniciados?".
A turnê deste disco foi a mais curta da banda, iniciada em Junho de 2003 e concluída em Fevereiro de 2004.
Uma letra antiga de Gessinger, intitulada "O que Você Faz à Noite?", que foi gravada pelo Barão Vermelho e mais tarde foi tocada na turnê do Humberto Gessinger Trio, chegou a ser gravada para o disco, mas foi excluída, por fugir ao estilo do álbum e ser considerada, segundo o cantor, "anos 80 demais".
Em "Rota de Colisão", no trecho "a hora da verdade, a idade da razão", a expressão destacada é o nome de um livro do filósofo francês Jean-Paul Sartre. Também nesta canção, o trecho "O lado escuro da lua, as luzes da cidade" seria uma referência ao álbum Dark Side of the Moon, da banda de rock progressivo inglesa Pink Floyd, haja visto a admiração declarada de Humberto Gessinger pela mesma.
A canção "Nuvem Passageira", de Hermes Aquino, quase entrou no disco. Em seu lugar, entrou a faixa-título, "Dançando no Campo Minado".
"Outono em Porto Alegre, a canção que encerra o disco, chegou a ter o nome "Veja Você" (trecho que abre o refrão).
Ainda sobre "Segunda-Feira Blues", há uma referência ao filósofo e economista liberal escocês Adam Smith no trecho: "Que acenavam com a mão invisível um mercado para todos nós". Smith, precursor do liberalismo econômico, acreditava que uma "mão invisível" deveria orientar os interesses do mercado, que deveria se auto-regular sem a interferência do Estado.

Engenheiros do Hawaii - Surfando Karmas & DNA (2002)

Engenheiros do Hawaii - Surfando Karmas & DNA (2002) 


1. Surfando Karmas & DNA
2. 3ª Do Plural
3. Pra Ficar Legal (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)
4. Esportes Radicais
5. Nunca Mais (Shawn Mullins / Letra em português:Gessinger)
6. Nem + 1 Dia
7. Ritos De Passagem (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)
8. Sei Não (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)
9. E-stória (feat. Carlos Maltz) (Humberto Gessinger, Carlos Maltz)
10. Datas e Nomes
11. Arame Farpado

Surfando Karmas & DNA é um álbum da banda brasileira de rock Engenheiros do Hawaii, lançado em 2002.

Entre as principais canções do disco, estão a faixa-título, 3ª do Plural e E-Stória, fruto de uma troca de e-mails entre o vocalista Humberto Gessinger e o ex-baterista Carlos Maltz, co-fundador da banda.

Curiosidades

3ª do Plural foi escrita por Humberto Gessinger quando a banda ainda era um trio, com Augusto Licks e Carlos Maltz. Porém, o resultado da canção nunca agradava aos três. Por isso, a canção foi engavetada até 2001, quando foi finalmente gravada.
A explicação do nome do disco é dita por Gessinger no press release do mesmo: "...segundo o Aurélio, Carma é o conjunto de ações dos homens e suas conseqüências ; DNA é substância química envolvida na transmissão de caracteres hereditários ; surf já é uma questão muito mais complexa, difícil de definir, né?".
A canção Nunca Mais, baseada em Lullaby, de Shaw Mullins, foi gravada para o disco Tchau Radar, portanto, tendo ainda Luciano Granja (guitarra), Adal Fonseca (bateria) e Lucio Dorfman (teclados). O resultado da canção, porém, não agradou a Gessinger, que alterou levemente a letra e gravou a voz e o baixo, mantendo o arranjo original já gravado anteriormente.
O encarte o disco mostra alguns do processos de desenvolvimento do projeto da capa.
A partir de uma troca de e-mails com Gessinger, Carlos Maltz, ex-baterista do grupo, voltou a colaborar com a banda, ainda que indiretamente. O primeiro resultado da retomada da parceria foi a canção E-Stória.
A banda optou por não se trancar em estúdio por um período fixo. Em vez disso, o grupo preferiu conciliar a gravação do disco com a turnê de 10.001 Destinos: nas folgas da turnê, eles gravavam o disco. O processo durou de Junho a Novembro de 2001.
Um trecho de Esportes Radicais, que diz: "180, 360, 540 gráus / girando, esquentando / só pra ver até quando o motor aguenta o caos", faz com que a letra da canção seja considerada por Humberto como uma continuação ou complemento da letra de "Infinita Highway", sucesso de 1987.

Formação

Humberto Gessinger:Voz,guitarra,violão e teclados
Paulinho Galvão:Guitarra e violão
Bernardo Fonseca:Baixo
Gláucio Ayala:Bateria e percussão

Participações especiais

Carlos Maltz: voz em e-Stória
Renato Borghetti: harmônica em e-Stória


Engenheiros do Hawaii - 10.001 Destinos (2001)

Engenheiros do Hawaii - 10.001 Destinos (2001)


CD 1

1. A Montanha
2. Infinita Highway
3. A Promessa
4. Ninguém = Ninguém
5. Parabólica (Humberto Gessinger,Augusto Licks)
6. Toda Forma de Poder
7. Refrão de Bolero
8. Somos Quem Podemos Ser
9. Pra Ser Sincero (Humberto Gessinger,Augusto Licks)
10. Piano Bar
11. Ilex Paraguariensis/Alívio Imediato
12. Terra de Gigantes
13. Era Um Garoto,que como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones (Luisini; Migliacci/Versão de Brancato Junior)
14. Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém
15. O Papa é Pop/Cruzada (Tavinho Moura,Márcio Borges)

CD 2

1. Números
2. Rádio Pirata (Paulo Ricardo/Luiz Schiavon)
3. Novos Horizontes
4. Quando o Carnaval Chegar (Chico Buarque)
5. Sem Você (¡É foda!)
6. Freud Flinstone
7. Eu que Não Amo Você
8. A Perigo
9. Nunca se Sabe
10. Novos Horizontes
11. Concreto e Asfalto

10.001 Destinos é um álbum da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em 2001. Duplo, é uma versão estendida do disco 10.000 Destinos, do ano anterior, acrescido de sete faixas adicionais, gravadas em estúdio pela nova formação dos Engenheiros.

O disco 1 conta com as faixas ao vivo gravadas na antiga casa de shows paulistana Palace (atual Citibank Hall de São Paulo) nos dias 24 e 25 de Março de 2000, trazendo desde antigos sucessos, como Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém, Infinita Highway e Terra de Gigantes até canções recentes como A Montanha e A Promessa.

O disco 2, além das faixas de estúdio de 10.000 Destinos, traz sete regravações de estúdio, com a nova formação da banda, que trazia o guitarrista Paulinho Galvão, o baixista Bernardo Fonseca e o baterista Gláucio Ayala, além de marcar a volta de Gessinger à guitarra, após 14 anos como baixista. As canções regravadas fazem parte de discos como ¡Tchau Radar!, Simples de Coração e Ouça o que Eu Digo: Não Ouça Ninguém, do projeto solo Humberto Gessinger Trio e até do próprio álbum anterior, 10.000 Destinos.

Músicos

CD 1 e Faixas 1 a 4 do CD 2

Humberto Gessinger:Voz,baixo e violão
Luciano Granja:Guitarra e violão
Lucio Dorfman:Teclados
Adal Fonseca:Bateria

Faixas 5 a 11 do CD 2

Humberto Gessinger:Voz e guitarra
Paulinho Galvão:Guitarra
Bernardo Fonseca:Baixo
Gláucio Ayala:Bateria

Engenheiros do Hawaii - 10.000 Destinos (2000)

Engenheiros do Hawaii - 10.000 Destinos (2000)


1- A Montanha
2- Infinita Highway
3- A Promessa
4- Ninguém = Ninguém
5- Parabólica (Humberto Gessinger; Augusto Licks)
6- Toda Forma de Poder
7- Refrão De Bolero
8- Somos Quem Podemos Ser
9- Pra Ser Sincero (Humberto Gessinger; Augusto Licks)
10- Piano Bar
11- Ilex Paraguariensis/Alívio Imediato
12- Terra de Gigantes/Quanto Vale A Vida
13- Era Um Garoto,que como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones (Luisini; Migliacci/Versão de Brancato Junior)
14- Ouça O Que Eu Digo: Não Ouça Ninguém
15- O Papa É Pop/Cruzada (Tavinho Moura; Márcio Borges)
16- Números
17- Rádio Pirata (Paulo Ricardo; Luiz Schiavon)
18- Novos Horizontes
19- Quando O Carnaval Chegar (Chico Buarque)

10.000 Destinos é o terceiro álbum ao vivo da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em CD e DVD em 2000. O nome do álbum vem de uma canção homônima do disco anterior, ¡Tchau Radar!, de 1999.

Gravado na antiga casa de shows paulistana Palace (atual Citibank Hall de São Paulo) nos dias 24 e 25 de março de 2000, o disco confirma a tradição da banda de lançar um álbum ao vivo a cada três discos de estúdio (idéia inspirada na banda Rush, que faz o mesmo). O disco traz desde antigos sucessos, como Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém, Infinita Highway e Terra de Gigantes até canções recentes como A Montanha e A Promessa.

O disco traz quatro faixas de estúdio: duas inéditas (Números e Novos Horizontes) e duas regravações (Quando o Carnaval Chegar, de Chico Buarque; e Rádio Pirata, da banda RPM, com a participação de seu ex-líder Paulo Ricardo). Em 2001, o disco seria reeditado em formato duplo, com o nome 10.001 Destinos, contendo no primeiro disco as faixas ao vivo e, no segundo disco, além das faixas de estúdio, novas sete regravações de estúdio, com a formação posterior da banda (Paulinho Galvão na guitarra, Gláucio Ayala na bateria, Bernardo Fonseca no baixo e Humberto Gessinger de volta à guitarra).

Destaque para as canções Toda Forma de Poder e Refrão de Bolero, tocadas em formato acústico, com a participação do músico gaúcho Renato Borghetti (Borghettinho) na gaita-ponto.

A versão em DVD inclui três canções a mais no show: Eu Que Não Amo Você, Negro Amor e Sopa de Letrinhas, além de quatro videoclipes e making-off.

Formação

Humberto Gessinger:Voz,baixo,violão e teclados (Em "Negro Amor" somente no DVD)
Luciano Granja:Guitarra e violão
Lúcio Dorfman:Teclados
Adal Fonseca:Bateria

Curiosidades

A engrenagem temática da capa do disco faz referência a um jogo onde é preciso direcionar algumas bolinhas ao centro.
Foi a última turnê em que Gessinger tocou o baixo. O cantor reassumiu a guitarra em 2001, mas voltou para o baixo no início de 2008, antes da parada da banda.
Em 2000, os shows de gravação do CD e DVD contaram com a participação do ex-baterista Carlos Maltz, que havia saído da banda em 1996.
Foi o terceiro disco mais vendido da banda, atrás de O Papa é Pop (1990) e Alívio Imediato (1989).
10.000 Destinos foi também o último disco com Luciano Granja, Lúcio Dorfman e Adal Fonseca. Os três se despediram da banda em 2001, após o show no Rock in Rio.
O show foi originalmente produzido pela MTV Brasil para o programa Fim de Semana Especial.
Conta com a participação especial do sanfoneiro Renato Borghetti em algumas faixas como Refrão de Bolero e Toda Forma de Poder. Este, depois, faria alguma participações em shows da nova banda de Humberto Gessinger, o PowerDuo formado com Duca Leindecker, Pouca Vogal.


Engenheiros do Hawaii - !Tchau Radar! (1999)

Engenheiros do Hawaii - !Tchau Radar! (1999)


1- Eu Que Não Amo Você (Humberto Gessinger)
2- Negro Amor (Bob Dylan / Versão: Caetano Veloso; Péricles Cavalcanti)
3- Concreto & Asfalto (Humberto Gessinger)
4- Até Mais (Humberto Gessinger)
5- Nada Fácil (Humberto Gessinger; Luciano Granja; Lúcio Dorfman)
6- O Olho Do Furacão (Humberto Gessinger)
7- Seguir Viagem (Humberto Gessinger)
8- 10.000 Destinos (Humberto Gessinger; Lúcio Dorfman)
9- Na Real (Humberto Gessinger)
10- 3x4 (Humberto Gessinger)
11- Melhor Assim (Humberto Gessinger)
12- Cruzada (Márcio Borges; Tavinho Moura)

¡Tchau Radar! é um álbum da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em 1999.

O disco marca a entrada da banda na gravadora Universal Music Group, após 13 anos de parceria com a BMG. Entre seus principais sucessos, estão as canções Eu Que Não Amo Você, Negro Amor (versão de It's All Over Now, Baby Blue, de Bob Dylan), 3x4 (dedicada a Adriane Sesti, esposa do vocalista Humberto Gessinger) e Cruzada, regravação da composição de Márcio Borges e Tavinho Moura.

Formação

Humberto Gessinger:Voz e baixo
Luciano Granja:Guitarra
Lúcio Dorfman:Teclados,piano Rhodes e orgão Hammond
Adal Fonseca:Bateria

Curiosidades

A música "Melhor Assim" tem grande relação com o tecladista Lúcio Dorfman, que teve problemas com uma garota durante a adolescência.
Na canção "Nada Fácil", há uma citação instrumental ao bolero "Besame Mucho". No meio da canção, pode-se ouvir o produtor Alexandre Agra recitar alguns versos referentes ao bolero.
Uma canção chamada "Á Fábula", baseada na canção "The Logical Song", do grupo Supertramp, quase entrou para o disco, o que não aconteceu devido ao fato de o grupo não autorizar a regravação. Porém, a música fez parte de alguns shows da época.
O nome ¡Tchau Radar! surgiu devido aos radares que limitavam as velocidades das estradas. Após o último dia de gravação, os músicos estavam ansiosos para chegar em casa. Durante a estrada, eles se despediram dos radares eletrônicos dizendo Tchau Radar!. Foi a partir daí que surgiu o nome do disco.
Um trecho de O Olho do Furacão, "Tudo muda ao teu teu redor, o que era certo sólido, dissolve, desaba, dilui… desmancha no ar", é baseado na máxima do filósofo alemão Karl Marx: "Tudo que é sólido desmancha no ar".
A ideia original para a capa do álbum era uma fada de braços abertos, segurando uma engrenagem em cada mão.
O videoclipe de Negro Amor foi dirigido pela produtora Isabel Diegues, filha do cineasta Cacá Diegues, que trabalhou com os Engenheiros no clipe de O Exército de Um Homem Só I, em 1990.
O músico Rodrigo Tavares (ex-baixista da banda Fresno) gravou uma música pro seu projeto "Esteban" com o nome "Tchau Radar", que teve a participação de Humberto Gessinger, ao qual Tavares é fã assumido.


Engenheiros do Hawaii - Minuano (1997)

Engenheiros do Hawaii - Minuano (1997)


1- "Banco" (Gessinger)
2- "A Montanha" (Gessinger)
3- "Faz Parte" (Gessinger)
4- "Sem Problema" (Gessinger)
5- "3 Minutos" (Gessinger)
6- "Nuvem" (Gessinger)
7- "Nove Zero Cinco Um" (Gessinger)
8- "Deserto Freezer" (Gessinger)
9- "Alucinação" (Belchior)
10- "A Ilha Não Se Curva" (Gessinger; Granja; Adal)
11- "Humano Demais" (Gessinger; Granja; Adal)
12- "Outros Tempos" (Gessinger)

Minuano é um álbum da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado e produzido em 1997.

O álbum conta com canções como Nuvem, A Montanha, 3 Minutos e Alucinação (regravação do sucesso do cantor Belchior). Foi o primeiro álbum com a formação "quarteto": Humberto Gessinger (voz e baixo), Luciano Granja (guitarra), Adal Fonseca (bateria) e Lúcio Dorfman (teclados).

Formação

Humberto Gessinger - Voz, Violão e Baixo
Luciano Granja- Guitarra e Violão
Lúcio Dorfman- Teclados
Adal Fonseca - Bateria

Curiosidade

Por ser o décimo disco da banda, Minuano teve o título provisório de Dez. *
Outros Tempos, a canção que encerra o disco, chegou a ter o subtítulo "Pra Quem Não Dançou Nos Anos 70"
O tecladista Lucio Dorfman participou como músico de estúdio para as gravações do Minuano. Devido aos bons resultados, a convite de Gessinger, ele se tornou o quarto integrante da banda, junto a Luciano Granja e Adal Fonseca, com quem tocou anteriormente.
Ainda sobre Lucio Dorfman: ele é filho do músico e arquiteto César Dorfman (que foi professor de Gessinger na UFRGS) e sobrinho do maestro gaúcho Paulo Dorfman.
O nome Minuano tem três sentidos. O primeiro é o de um vento frio e seco, que sopra a partir do sudoeste, no inverno, após um período de mau tempo. O segundo tem referência com Minuanos, uma tribo guerreira extinta, constituída por cavaleiros que percorriam o Oeste do Rio Grande do Sul, como nômades. O terceiro, por sua vez, pode significar pampeiro, habitante do pampa.
Na canção 3 Minutos, aos exatos 3:00, pode-se ouvir Humberto repetindo Minuano várias vezes, tocando-a ao contrário.
A melodia de 9051 foi composta na época de Várias Variáveis e serviria para a canção Muros & Grades, mas foi arquivada até 1997, quando foi regravada com a nova letra.
O título 9051 era a antiga forma para ligações a cobrar para Porto Alegre e algumas cidades do Rio Grande do Sul.
A estátua da capa do disco é o Monumento ao Laçador, um monumento de Porto Alegre, que representa o gaúcho tipicamente pilchado (em trajes típicos) e teve como modelo o tradicionalista Paixão Cortês. Em 2001, o monumento foi tombado como patrimônio histórico. Em 2007, foi transferida da Praça do Bombeador, seu local original, para o Sítio do Laçador.
Minuano foi o último disco dos Engenheiros do Hawaii pela gravadora BMG. Em 1999, eles passariam a fazer parte do cast da gravadora Universal Music Group.


Humberto Gessinger Trio - Humberto Gessinger Trio (1996)

Humberto Gessinger Trio - Humberto Gessinger Trio (1996)

1- "Irradiação Fóssil"
2- "Sem Você (¡É Foda!)"
3- "A Onda"
4- "O Preço"
5- "Freud Flintstone"
6- "Vida Real"
7- "Causa Mortis"
8- "Pra Que?" (Gessinger; Granja; Adal)
9- "De Fé"
10- "A Bola Da Vez"
11- "Ela Sabe" (Gessinger; Granja)
12- "A Ferro E Fogo" (Gessinger; Granja)

Humberto Gessinger Trio (HG3) é um álbum de um projeto solo de Humberto Gessinger, vocalista e então baixista dos Engenheiros do Hawaii. Neste disco, depois da saída dos outros integrantes, entre eles o baterista Carlos Maltz, Gessinger se junta ao guitarrista Luciano Granja e ao baterista Adal Fonseca.

Suas principais canções são O Preço, Vida Real, Sem Você (É Foda!) e Freud Flintstone. Posteriormente este álbum foi incorporado a discografia oficial dos Engenheiros do Hawaii.

Formação

Humberto Gessinger:Voz e baixo
Luciano Granja:Guitarra e violão
Adal Fonseca:Bateria e percussão


Engenheiros do Hawaii - Simples de coração (1995)

Engenheiros do Hawaii - Simples de coração (1995)

1- Hora Do Mergulho - 3:55
2- A Perigo - 4:04
3- Simples De Coração - 3:56
4- Lance De Dados - 2:59
5- A Promessa (Humberto Gessinger; Paolo Casarin) - 3:34
6- Por Acaso - 3:48
7- Ilex Paraguariensis - 4:20
8- O Castelo Dos Destinos Cruzados (Carlos Maltz; Ricardo Horn; Kleber Lúcio) - 4:02
9- Vícios De Linguagem - 5:16
10- Algo Por Você (Humberto Gessinger; Fernando Deluqui) - 4:54
11- Lado A Lado (Humberto Gessinger; Paolo Casarin) - 4:12

Simples de Coração é um álbum da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em 1995.

Foi o primeiro e único álbum de estudio com a banda em sua formação quinteto: Humberto Gessinger (voz e baixo), Carlos Maltz (bateria), Ricardo Horn (guitarra), Fernando Deluqui (ex-RPM) (guitarra) e Paolo Casarin (teclados). Seus principais sucessos foram as canções Hora do Mergulho e A Promessa. Em 1996, os três novos integrantes e o fundador Carlos Maltz sairiam da banda.

Foi o primeiro disco gravado fora do Brasil (em Los Angeles, com produção de Greg Ladany). Devido a isso, há participações estrangeiras, como o percussionista cubano Luis Conte (que já trabalhou com Roger Waters e Phil Collins), que assina a percussão de "A Promessa". Também foi o último álbum a ser lançado em fita cassete.

Este disco também foi gravado em inglês, porém arquivada pela BMG e nunca foi lançada oficialmente, mas um versão com qualidade baixa vazou na internet.

Formação

Humberto Gessinger: voz, baixo e violão
Ricardo Horn - guitarra, violão, viola, bandolim e vocais
Fernando Deluqui - guitarra e vocais
Carlos Maltz - bateria, percussão e vocais
Paolo Casarin - teclados, piano, acordeon e vocais

Participações

Luis Conte: percussão em "A Promessa" e "Ilex Paraguariensis"
The Waters Sisters: vocais em "Vícios de Linguagem"
Kevin Croonen: violões em "Lado a Lado"
Kipp Lennon e Mark Lennon: vocais em "Lado a Lado"
Nicollete Larson, Michael Larson, Jessica Larson e Elsie Larson-Kunkel: coro em "Hora do Mergulho"

Curiosidades

Lado a Lado foi uma canção criada em homenagem a Francisco, sobrinho de Humberto Gessinger, que possui síndrome de Down.
As primeiras cópias do CD vinham com um adesivo com o nome da banda escrito.
A diferença de dois anos entre Filmes de Guerra, Canções de Amor (1993) e Simples de Coração foi motivada pela saída turbulenta do guitarrista Augusto Licks. Com isso, houve uma nova montagem da banda, que se tornou um quinteto.
Em "Por Acaso", há referências à cidade de Porto Alegre no trecho "Moinhos de vento / Glória e Independência é a nossa Redenção". São mencionados os parques Moinhos de Vento e Farroupilha (também conhecido como Parque da Redenção) e os bairros Glória e Independência.
Em "Hora do Mergulho", há uma referência ao livro 20.000 Léguas Submarinas, de Júlio Verne, no trecho "Profundidade: 20.000 léguas".
"Lance de Dados" é o nome do livro que encerrou o Simbolismo francês, de autoria de Mallarmé.
O Castelo dos Destinos Cruzados é a primeira canção sem qualquer participação autoral de Gessinger. Os vocais foram assumidos pelo baterista Carlos Maltz, que contou com Gessinger apenas nos refrões. O nome da canção é também o nome de um livro de Ítalo Calvino.
O nome da canção Ilex Paraguariensis é também o nome científico da erva-mate.

Engenheiros do Hawaii - Filmes de guerra, canções de amor (1993)

Engenheiros do Hawaii - Filmes de guerra, canções de amor (1993)


1- Mapas do Acaso - 6:03
2- Além dos Outdoors - 3:53
3- Para Entender - 3:19
4- Quanto Vale a Vida? - 5:35
5- Crônica - 3:34
6- Para Ser Sincero (Humberto Gessinger e Augusto Licks) - 3:40
7- Muros & Grades (Humberto Gessinger e Augusto Licks) - 6:10
8- Alívio Imediato - 3:24
9- Ando Só - 3:27
10- O Exército de Um Homem Só (Humberto Gessinger e Augusto Licks) - 5:46
11- Às Vezes Nunca - 3:29
12- Realidade Virtual - 4:02

Filmes de Guerra, Canções de Amor é um álbum da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em 1993.

É o segundo disco ao vivo da banda, confirmando a tendência de lançar um disco ao vivo a cada três discos de estúdio, seguindo o exemplo da banda Rush. Gravado na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, em Julho de 1993, o álbum traz canções do grupo em formato acústico, como Crônica, Para Entender, Alívio Imediato, Muros e Grades e O Exército de Um Homem Só. Algumas das canções trazem letras diferenciadas e atualizadas.

Há quatro canções inéditas: Mapas do Acaso, ¿Quanto Vale a Vida?, Às Vezes Nunca e Realidade Virtual (as duas últimas gravadas em estúdio).

Formação

Humberto Gessinger:Voz, piano, guitarra, acordeon e baixo
Augusto Licks:Guitarra, harmônica e violão
Carlos Maltz:Bateria e percussão

Depois de três discos auto-produzidos, a banda optou por deixar a produção deste álbum a cargo de Mayrton Bahia, produtor musical da Legião Urbana até 1994.
Estima-se uma vendagem de 85.000 discos entre 1993 e 94, tornando-o o disco menos vendido da banda até a época.
A banda chegou a fazer turnê internacional no Japão (Nagoya e Iwaky, onde foram filmados vários clipes) e nos Estados Unidos (Los Angeles e San Francisco).
O disco conta com a participação da Orquestra Sinfônica Brasileira, em algumas canções, com regência do maestro mineiro Wagner Tiso.
Em entrevista, Humberto Gessinger considerou o guitarrista Augusto Licks "mais completo do que nunca".
No encarte, há a frase "Como enfermeira nos Filmes de Guerra e violinos nas Canções de Amor", referência à canção "Filmes de Guerra, Canções de Amor", que foi tocada no show, mas não entrou no disco.
O trecho "Cai o aparelho, o espelho vai ao chão", da versão atualizada de "Alívio Imediato", é uma referência à ditadura militar no Brasil (1964-1985). "Aparelho" era o termo militar que designava os esconderijos dos grupos guerrilheiros do início dos anos 70. Quando os refúgios eram descobertos pela polícia e pelo exército, os integrantes dos grupos diziam "caiu o aparelho!", ou seja, a polícia e as forças armadas encontraram as pistas que levavam aos guerrilheiros, já considerados procurados.
Em O Exército de Um Homem Só, no lugar do trecho "não interessa o que o bom senso diz", Humberto canta "não interessa o Diário da Corte". O Diário da Corte foi uma coluna assinada pelo jornalista Paulo Francis e mantida em vários jornais brasileiros até a morte de Francis, em 1997.
Na canção inédita Realidade Virtual o coro é formado supostamente pelo grupo Golden Boys. A suposição é garantida pelos nomes dos integrantes: Jurema, Ana, Cecília, Nair, Renato, Ronaldo, Roberto e Mário. O grupo também participou da canção O Papa é Pop, do álbum homônimo de 1990.


Engenheiros do Hawaii - Gessinger,Licks & Maltz (1992)

Engenheiros do Hawaii - Gessinger,Licks & Maltz (1992)



1- "Ninguém = Ninguém" - 5:03
2- "Até Quando Você Vai Ficar?" - 3:29
3- "Pampa no Walkman" - 3:14
4- "Túnel do Tempo" - 4:58
5- "Chuva de Containers" - 3:07
6- "Pose (Anos 90)" - 5:47
7- "No Inverno Fica Tarde + Cedo" - 4:31
8- "Canibal Vegetariano Devora Planta Carnívora" - 6:229
9- "Parabólica" - 2:35
10- "A Conquista do Espelho" - 2:38
11- "Problemas... Sempre Existiram" - 4:42
12- "A Conquista do Espaço" - 5:19

Gessinger, Licks & Maltz é um álbum da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em 1992. É conhecido como GLM.

O disco marca uma estética baseada no rock progressivo de bandas como Emerson, Lake & Palmer e Pink Floyd. Os principais sucessos do disco são: Ninguém = Ninguém, Pose (Anos 90), Até Quando Você Vai Ficar?, Parabólica (dedicada a Clara, filha de Humberto Gessinger, nascida no início de 1992) e A Conquista Do Espaço.

A capa do disco mostra as letras GLM (iniciais dos sobrenomes dos integrantes da banda) na forma de uma engrenagem, que lembra o símbolo da banda Emerson, Lake & Palmer, que pode ser vista no disco Brain Salad Surgery. Foi também o último disco auto-produzido pela banda, assim como os anteriores O Papa é Pop (1990) e Várias Variáveis (1991).

Formação

Humberto Gessinger:Voz,baixo,teclados e violão
Augusto Licks:Guitarra,midi pedalboard e violão
Carlos Maltz:Bateria e percussão


Engenheiros do Hawaii - Várias Variáveis (1991)

Engenheiros do Hawaii - Várias Variáveis (1991)


1- "O Sonho É Popular" - 1:27
2- "Herdeiro Da Pampa Pobre" (Gaúcho Da Fronteira; Vainê Darde) - 4:06
3- "Sala Vip" - 4:51
4- "Piano Bar" - 4:15
5- "Ando Só" - 3:58
6- "Quartos De Hotel" - 4:38
7- "Várias Variáveis" (Humberto Gessinger; Augusto Licks; Carlos Maltz) - 0:47
8- "Sampa No Walkman" - 4:24
9- "Muros E Grades" (Humberto Gessinger; Augusto Licks) - 3:42
10- "Museu De Cera" (Humberto Gessinger; Augusto Licks) - 4:01
11- "Curtametragem" (Humberto Gessinger; Augusto Licks) - 2:02
12- "Descendo A Serra" - 2:55
13- "Não É Sempre" - 3:29
14- "Nunca É Sempre" - 0:51

Várias Variáveis é um álbum da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii, produzido e lançado em 1991.

O disco marcou uma sonoridade mais pesada por parte da banda, deixando a influência da música eletrônica de lado. Suas principais canções são: Herdeiro da Pampa Pobre (regravação de Gaúcho da Fronteira), Piano Bar, Sampa no Walkman (referência a Caetano Veloso e a canção Sampa) e Ando Só.

Assim como o álbum anterior, O Papa é Pop, este disco também foi auto-produzido pela própria banda.

Curiosidades

Com o fundo verde da capa, Várias Variáveis forma uma trilogia com A Revolta dos Dândis (1987, capa amarela) e Ouça O Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém (1988, capa vermelha): as cores de fundo da capa do disco formam as cores da bandeira do Estado do Rio Grande do Sul.
Em "Museu de Cera", pode-se ouvir, ao fundo, Cid Moreira, então apresentador do Jornal Nacional, dizendo "a crise do comunismo na União Soviética acabou contribuindo para a derrota do socialismo na Suécia" e, logo depois, "o Museu de Ciência de Londres (...)".
No encarte do disco, há a mensagem: "Este disco é dedicado ao homem só, seja ele quem for, esteja onde estiver".
Piano Bar foi a última canção composta para o disco.
Os "erros" do álbum são propositais. A banda queria perfeição no álbum, mas a gravação foi bastante cansativa. Como as coisas seguiam rumos não planejados, eles consideraram os "erros" como parte do rock progressivo em que se encontravam "afundados" e, por isso, deixaram os mesmos em forma de música. Devido a isso, muitos consideram "Várias Variáveis" um dos melhores discos do grupo gaúcho.
"O Sonho é Popular" chegou a ter o título de PQP. Sua letra traz algumas mensagens que foram veiculadas anteriormente em Ilusão de Ótica, de O Papa é Pop. Sua melodia inspira a base musical de "Nunca é Sempre". Na mesma canção, o trecho Uma mentira repetida até virar verdade é uma máxima do discurso fascista, que previa que "uma mentira repetida mil vezes se torna uma verdade".
A melodia de "Sampa no Walkman", por sua vez, tem melodia idêntica à de Quartos de Hotel.
"Ando Só" tem inspiração no conto Pergunte ao Pó, de John Fante. O nome do texto está na letra, no trecho "Pergunte ao pó / Desça ao porão / Siga aquele carro ou as pegadas que eu deixei / Pergunte ao pó por onde andei".
O relógio de Mickey Mouse, na capa do disco, aparece no início do vídeo "The Wall", do grupo Pink Floyd.
A capa traz o maior número de engrenagens temáticas. A maior delas, que traz a foto da banda, é uma cobra que morde o próprio rabo, o que transmite a ideia (confirmada no disco) de que ao final tudo vai se repetir. As outras são, em sentido anti-horário: Homem Vitruviano (desenho de Leonardo da Vinci); um símbolo radioativo; emblema do 1/14º GAV, esquadrão Pampa, baseado em Canoas (Rio Grande do Sul); o relógio de Mickey Mouse; "Beba Chimarrão", uma alusão ao logo da Pepsi-Cola; uma pirâmide; o emblema do Sport Club Internacional; uma moeda; o adesivo "Senta a Púa" (lema do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira); um telefone a disco; o emblema do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense; uma carinha sorrindo; e, por último, o símbolo das Organizações das Nações Unidas, de ponta-cabeça.
Nos shows, o baixo Steinberger de Humberto Gessinger, originalmente branco, ganhou a pintura da bandeira do Rio Grande do Sul, com a engrenagem da capa do disco. O cantor ainda utilizava um Steinberger preto do mesmo modelo, porém fretless (sem trastes).
Supõe-se que a capa do disco foi inspirada no álbum Internacionais, do grupo de Jovem Guarda Os Incríveis. No disco anterior, O Papa é Pop, a capa foi realmente inspirada na de um compacto dos Incríveis, onde eles gravaram os hinos nacional brasileiro e da independência.
Descendo a Serra apresenta uma referência ao Poema de Sete Faces, de Carlos Drummond de Andrade.
"Sampa no Walkman" faz alusão à música "Sampa", de Caetano Veloso. Nela, há trechos que dizem, por exemplo: "Este sou eu parado na esquina, a mesma esquina em outra canção", referindo-se à esquina do Caetano "que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João"; "O contrário do contrário do contrário", está representado na música de Caetano como "o avesso do avesso do avesso". Além do "alguma coisa acontece no meu coração", que aparece nas duas primeiras estrofes de "Sampa".

Engenheiros do Hawaii - O Papa É Pop (1990)

Engenheiros do Hawaii - O Papa É Pop (1990)


1- "O Exército De Um Homem Só I" (Augusto Licks; Humberto Gessinger) – 4:51
2- "Era um Garoto Que, Como Eu, Amava os Beatles e os Rolling Stones (C'era un Ragazzo Che Come me Amava i Beatles e i Rolling Stones)" (Franco Migliacci; Mauro Lusini / Versão de Brancato Júnior) – 4:25
3- "O Exército De Um Homem Só II" (Augusto Licks; Humberto Gessinger) – 1:23
4- "Nunca Mais Poder" (Augusto Licks; Humberto Gessinger) – 4:36
5- "Pra Ser Sincero" (Augusto Licks; Humberto Gessinger) – 3:11
6- "Olhos Iguais Aos Seus" – 3:45
7- "O Papa É Pop" – 3:48
8- "A Violência Travestida Faz Seu Trottoir" – 6:53
9- "Anoiteceu Em Porto Alegre" – 8:06
10- "Ilusão De Ótica" – 2:47
11- "Perfeita Simetria" (bonus-track exclusiva do CD) – 3:34

O Papa É Pop é o quinto álbum de estúdio da banda brasileira de rock Engenheiros do Hawaii. Foi lançado em formato de LP e CD em 1990, pela BMG. Este foi o primeiro álbum produzido pelos próprios integrantes, ele marca a adoção por parte da banda de uma sonoridade mais próxima ao pop, com o uso de teclados, bateria eletrônica, baixo e à guitarra. Seus singles são: "O Exército de um Homem Só", "O Papa é Pop", "Era um Garoto Que, Como Eu, Amava os Beatles e os Rolling Stones" e "Pra Ser Sincero".

É considerado o álbum mais vendido da banda, com mais de 400 mil cópias nos primeiros anos. Com ele, os Engenheiros do Hawaii foram considerados a maior banda de rock do Brasil de 1990 em votação promovida pela revista Bizz, em reportagem da mesma revista meses depois e pela revista Veja.

Formação

Humberto Gessinger – Voz, Baixo e Piano
Augusto Licks – Guitarra e teclados
Carlos Maltz – Bateria

Curiosidades

Os lados do vinil foram rebatizados de Lado Papa (Lado A) e Lado Pop (Lado B).
No encarte do CD há uma foto do Papa João Paulo II tomando chimarrão. A foto pertenceu a Leonel Brizola e mostra o Papa em visita à cidade de Porto Alegre, em 1980, durante a primeira viagem de João Paulo II ao Brasil. A mesma foi gentilmente cedida pelo ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro e pelo fotógrafo Carlos Contursi, autor da imagem.
A canção "O Exército de Um Homem Só" tem o mesmo título de um romance do escritor Moacyr Scliar e foi dividida em duas partes. A primeira parte é dedicada por Humberto Gessinger a "Mathias Rust e sua solitária invasão do espaço aéreo soviético". A segunda parte foi dedicada a "Mathias Rust e seu maluco ataque a uma enfermeira na prisão".
Depois da letra de "O Papa é Pop", aparece a seguinte observação: "Um sincero pedido de desculpas a Lulu 'Heill Gessinger!' Santos". A observação foi fruto de um desentendimento da banda com o cantor e guitarrista na época. O cantor gaúcho chamou Lulu de "entertainer", ou seja, pessoa que compunha canções para entretenimento. O cantor carioca, por sua vez, se referiu a Gessinger como "alemão nazista". Pouco depois do lançamento, o mal-entendido foi desfeito.
A mesma canção, por sua vez, "empresta" a melodia à música "Perfeita Simetria", que não aparece nas versões em vinil.
A canção "Ilusão de Ótica" não recebeu esse nome por acaso (ótica se refere à audição, diferente de óptica, que se refere à visão). Quando o vinil era rodado ao contrário, na parte da canção em que se escutava "Por que você roda assim? Eu não gosto que rode assim", agora era ouvido: "Por que é que cê tá ouvindo isto ao contrário? O que é que cê tá procurando? Hein?". Já em outra passagem onde escuta-se apenas o vocalista dizer frases sem sentido, quando o disco é rodado ao contrário, ouve-se: "mal entendido/bem intencionado - mal informado/bem aventurado - Jesus salva/salve as baleias/leia livros - safe sex/relax - o papa é pop/o país é pobre/ o PIB é pouco - poesia é um porre - o futebol brasileiro são várias camisetas com a mesma propaganda de refrigerantes - a juventude brasileira... - sem bandeiras - sem fronteiras pra defender."
As letras vermelhas do nome da banda são nuvens vermelhas, uma alusão à canção "Anoiteceu em Porto Alegre" ("arde fins de tarde de luz vermelha"). A mesma canção cita o Rio Guaíba, como apenas um "rio" (que tecnicamente é um lago, porém popularmente é considerado como sendo um rio), onde localiza-se o porto de Porto Alegre, e também passa por regiões próximas, no estado do Rio Grande do Sul (atrás do muro existe um rio/que na verdade, nunca existiu).
Ainda na mesma canção, há citações da Voz do Brasil e de trechos de narrações dos jogos do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense durante a Copa Libertadores da América de 1983, da qual sagrou-se campeão (vencendo o Peñarol, do Uruguai) e do Mundial Interclubes (vencendo o Hamburgo, da Alemanha). As narrações são provenientes de transmissões da rádio Guaíba AM.
O grupo de jovem guarda brasileiro Os Incríveis gravou um compacto com os hinos nacional e da independência do Brasil. A capa do compacto serviu de inspiração para o layout da capa de O Papa é Pop, além de passagens dos dois hinos serem tocadas no solo de guitarra final da canção "Era Um Garoto que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones".

Engenheiros do Hawaii - Alívio Imediato (1989)

Engenheiros do Hawaii - Alívio Imediato (1989)


1- "Nau À Deriva" - 3:31
2- "Alívio Imediato" - 3:44
3- "A Revolta Dos Dândis I" - 6:38
4- "A Revolta Dos Dândis II" - 4:00
5- "Infinita Highway" - 7:23
6- "A Verdade A Ver Navios" - 1:06
7- "Toda Forma De Poder" - 4:28
8- "Terra De Gigantes" - 5:47
9- "Somos Quem Podemos Ser" - 3:05
10- "Ouça O Que Eu Digo: Não Ouça Ninguém" - 4:19
11- "Longe Demais Das Capitais" - 6:31
12- "Tribos E Tribunais" (Humberto Gessinger; Augusto Licks) - 5:21

Alívio Imediato é um álbum ao vivo da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em 1989.

Gravado ao vivo no Canecão, no Rio de Janeiro, em Julho de 1989, o disco traz grandes sucessos como A Revolta dos Dândis (as duas partes), Infinita Highway, Toda Forma de Poder e Somos Quem Podemos Ser.

O disco traz ainda duas faixas inéditas de estúdio, Nau à Deriva e Alívio Imediato.

Formação

Humberto Gessinger:Voz e baixo
Augusto Licks:Guitarra e teclados
Carlos Maltz:Bateria

Curiosidades

O disco chegou a ter o subtítulo provisório de "Tudo Que Uma Banda Pode Oferecer".
Na época da gravação do disco, o trio ficou em dúvida sobre as músicas inéditas que seriam gravadas em estúdio. As possíveis eram "Nau à Deriva", "A Violência Travestida Faz Seu Trottoir" e "Nunca Mais Poder". As duas últimas foram lançadas no disco posterior, O Papa é Pop.
Os vocais de apoio do disco ficaram a cargo do guitarrista Augusto Licks.
Pouco antes de gravar o disco e de viajarem para a União Soviética, em que fizeram turnê, os Engenheiros se mudaram para a cidade do Rio de Janeiro, no fim de 1988.
A capa do disco traz uma faixa do primeiro fã-clube da banda, o extinto "Fã Clube Além dos Outdoors".
Na contra-capa do vinil e nas primeiras edições do CD, a sexta faixa está grafada como "A Verdade a Ver Navios".

Engenheiros do Hawaii - Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém (1988)

Engenheiros do Hawaii - Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém (1988)


1. "Ouça O Que Eu Digo: Não Ouça Ninguém"   Humberto Gessinger 3:04
2. "Cidade Em Chamas"   Humberto Gessinger 3:17
3. "Somos Quem Podemos Ser"   Humberto Gessinger 2:40
4. "Sob O Tapete"   Humberto Gessinger; Augusto Licks 3:21
5. "Desde Quando?"   Humberto Gessinger 2:28
6. "Nunca Se Sabe"   Humberto Gessinger 3:12
7. "A Verdade A Ver Navios"   Humberto Gessinger 3:03
8. "Tribos E Tribunais"   Humberto Gessinger; Augusto Licks 3:43
9. "Pra Entender"   Humberto Gessinger 2:51
10. "Quem Diria?"   Humberto Gessinger 3:10
11. "Variações Sobre Um Mesmo Tema"   Humberto Gessinger; Augusto Licks 5:18

Ouça O Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém é um álbum da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em 1988.

Os principais sucessos do disco foram Somos Quem Podemos Ser, A Verdade a Ver Navios, Cidade em Chamas e a faixa-título. Outras canções ganharam destaque maior anos depois, como Nunca se Sabe, Tribos e Tribunais e Pra Entender.

Formação

Humberto Gessinger - Vocal e Baixo
Augusto Licks - Guitarra
Carlos Maltz - Bateria

Curiosidades

Em Tribos e Tribunais, durante o trecho "Pink Floyd sem Roger Waters (forma sem função)", Humberto grita ao fundo "Welcome To The Machine", nome de uma canção do disco Wish You Were Here, da banda Pink Floyd, lançado em 1975.
No encarte, encontra-se a frase "As coisas mudam de nome, mas continuam sendo religiões", um trecho da canção "Além dos Outdoors", do disco anterior, "A Revolta dos Dândis".
Durante a turnê do disco, intitulada Variações Sobre a Mesma Tour, eles tocaram em países da extinta União Soviética, para crianças, idosos, soldados e públicos diferenciados. Para o baterista Carlos Maltz, foi uma experiência legal. Eles ganharam bastante dinheiro, mas o mesmo só era válido por lá, devido ao fato de a moeda não ser cambiável.
No final desta mesma turnê, Gessinger e Licks começaram a utilizar os instrumentos da Steinberger, fabricante de instrumentos conhecida pelo fato de suas guitarras e baixos não possuírem o headstock (a mão), com a afinação das cordas feita na ponte. Eles utilizaram estes instrumentos até 1993.
O trecho "isso me sugere muita sujeira / isso não me cheira nada bem" remete à saída de Roger Waters, baixista do Pink Floyd, bem como vários exemplos citados na letra, como críticas ao futebol brasileiro, a política, a economia e a crítica de arte.
A música "Ouça o Que eu Digo, Não Ouça Ninguém" chegou a ser executada antes da gravação do Álbum, no festival Alternativa Nativa. No início da canção, ouve-se um cochicho. Em uma entrevista a uma rádio do Rio de Janeiro, Humberto diz que eles falam coisas sem significado, como "O céu é azul, o sol é amarelo", dentre outros.
"Nunca Se Sabe" seria regravada, com arranjo diferenciado e em ritmo mais lento, no disco 10.001 Destinos, em 2001.

Engenheiros do Hawaii - A Revolta dos Dândis (1987)

Engenheiros do Hawaii - A Revolta dos Dândis (1987)


1. "A Revolta Dos Dândis I"   4:10
2. "Terra De Gigantes"   3:59
3. "Infinita Highway"   6:11
4. "Refrão De Bolero"   4:34
5. "Filmes De Guerra, Canções De Amor"   4:02
6. "A Revolta Dos Dândis II"   3:13
7. "Além Dos Outdoors"   3:33
8. "Vozes"   3:35
9. "Quem Tem Pressa Não Se Interessa"   Humberto Gessinger, Carlos Maltz 2:27
10. "Desde Aquele Dia"   3:30
11. "Guardas Da Fronteira"   4:31


A Revolta dos Dândis é um álbum da banda de rock brasileira, do Rio Grande do Sul, Engenheiros do Hawaii 1 . Foi gravado em 1987 e marca uma mudança na sonoridade da banda, até então próxima ao ska de bandas como The Police e Paralamas do Sucesso.

O disco marcou a estréia de Augusto Licks como guitarrista da banda, enquanto Humberto Gessinger assume o baixo. Seus principais sucessos foram A Revolta dos Dândis, Terra de Gigantes (que contou com um videoclipe), Infinita Highway e Refrão de Bolero (apesar de gravada neste disco, emplacou apenas no início de 1991, em meio aos sucessos de O Papa é Pop, disco de 1990). Outras músicas que também obtiveram sucesso são Filmes de Guerra, Canções de Amor (que batizou o disco homônimo acústico de 1993), Além dos Outdoors (que seria regravada no mesmo disco) e Guardas da Fronteira (com a participação do cantor gaúcho Júlio Reny).

Em 2008, A Revolta dos Dândis foi tema de um programa Discoteca MTV, que abordava os discos de maior importância para o rock nacional. Foi também incluído em uma lista da Superinteressante dos principais álbuns do rock brasileiro.

Polêmica

Foi nesse disco que começaram as primeiras rusgas da banda com a crítica. Os Engenheiros eram chamados de elitistas, e até fascistas. Acusações causadas pelas citações presentes nas letras de Humberto que iam de Albert Camus a Jean-Paul Sartre. Humberto e Carlos responderam as acusações:

Humberto: "Às vezes, a citação não precisa ser entendida. No mundo de hoje não tem diferença entre Albert Camus e Mike Tyson. São dois produtos de consumo. Eu saboreio Camus como saboreio Mike Tyson. A maioria do povo brasileiro entende mais de existencialismo do que de boxe. Cito Camus porque está mais próximo de mim. Acho que as pessoas entendem o que é 'dândi', pelo menos tanto quanto eu. A "obra aberta" possibilita que uma música seja entendida em todos os níveis. Os Titãs conseguem isso. Caetano, o mais genial de todos, não consegue. Talvez nem a gente consiga. A nível de "intelectuália" citar Camus é kitsch e demodé. Pra agradar a crítica eu citaria Levi Strauss na baía de Guanabara".

Carlos: "Fascista não é fazer citações pretensamente intelectuais, mas deixar de fazer por julgar que as pessoas não vão entender. Isso é intelectual e elitista"..

Formação

A banda

Humberto Gessinger - Vocal, Baixo e Guitarra
Augusto Licks - Guitarra e Violão
Carlos Maltz - Bateria, Percussão e Vocal

Convidados

Julio Reny - voz em "Guardas da Fronteira"

Engenheiros do Hawaii - Longe demais das capitais (1986)

Engenheiros do Hawaii - Longe demais das capitais (1986)



1. "Toda Forma De Poder"   3:14
2. "Segurança"   3:18
3. "Eu Ligo Pra Você"   3:36
4. "Nossas Vidas"   3:05
5. "Fé Nenhuma"   2:45
6. "Beijos Pra Torcida"   1:46
7. "Todo Mundo É Uma Ilha"   2:45
8. "Longe Demais Das Capitais"   4:07
9. "Sweet Begônia"   2:29
10. "Nada A Ver"   3:18
11. "Crônica"   2:45
12. "Sopa De Letrinhas"   Humberto Gessinger; Marcelo Pitz 3:08


Longe Demais das Capitais é o primeiro álbum de estúdio da banda de rock brasileira, do Rio Grande do Sul, Engenheiros do Hawaii, lançado em 1986 pela gravadora RCA 1 (posteriormente BMG e Sony BMG, atualmente Sony Music).

Revelada pela coletânea Rock Grande do Sul com as canções Sopa de Letrinhas e Segurança, a banda gaúcha lançou em fins de 1986 seu primeiro LP, puxado pelos sucessos Toda Forma de Poder (incluída na trilha sonora da novela Hipertensão, da Rede Globo), Segurança (incluída na trilha sonora da telenovela Corpo Santo, da Rede Manchete) e Sopa de Letrinhas. O disco se destaca pela visão crítica das letras do vocalista Humberto Gessinger, que versam sobre insegurança, falta de perspectiva e existencialismo, com toques políticos.

O disco foi recentemente relançado em vinil pela Sony Music na série Meu Primeiro Disco, que traz os relançamentos dos discos de estréia de vários artistas da gravadora, em vinil e também em CD, com versões demo.

Curiosidades

Sopa de Letrinhas é, até agora, a única parceria entre Humberto Gessinger e Marcelo Pitz.
A foto da capa era originalmente em Preto e Branco, e recebeu coloração artificial no disco sem conhecimento da banda. A versão remasterizada em CD voltou a ser P&B, para espanto de alguns fãs.
Nos últimos shows da turnê do disco, a canção A Revolta dos Dândis (Parte 1) foi incluída nos mesmos. O baixista Marcelo Pitz chegou a ensaiar para a gravação do novo disco, mas logo decidiu sair da banda, por não desejar uma mudança de rotina muito radical, com viagens, shows e autógrafos. O baterista Carlos Maltz chegou a declarar, em sua biografia, que "Pitz, que era um cara meio zen, não agüentou o estilo neurótico-maníaco-depressivo que os Engenheiros cantavam e viviam e caiu fora antes do começo das gravações".
Toda Forma de Poder esteve na trilha sonora da novela global Hipertensão, exibida no mesmo ano do lançamento do disco (1986). Segurança, por sua vez, fez parte da trilha da novela Corpo Santo, da extinta Rede Manchete.
No fim da turnê Longe Demais das Capitais (intitulada Toda Forma de Tour) eles tocavam uma música intitulada Facel Vega, que serviria de base para a canção A Revolta dos Dândis, que daria nome ao segundo disco da banda. Outras duas canções tocadas na turnê eram Sprayvo e Carecas da Jamaica.
Ainda durante a Toda Forma de Tour, o músico Nei Lisboa chegou a cantar uma versão em inglês de Segurança que dizia: "You need someone / to make you feel safe / or else you go insane / or else you go insane".
Todo Mundo é Uma Ilha faz referência a um poema de John Donne, onde é afirmado o contrário: nenhum homem é uma ilha. O poema também é citado de forma similar no título do livro Por Quem os Sinos Dobram de Ernest Hemingway.
O refrão de Crônica (Você, que tem idéias tão modernas / É o mesmo homem que vivia nas cavernas) é uma citação do livro Segundo Diário Mínimo, do escritor italiano Umberto Eco.
Humberto Gessinger declarou que a história da canção Segurança é fictícia, porém, pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer momento.
A primeira fase beirava o amadorismo: nem a gravadora nem a banda apostavam em sucessos. O disco foi gravado e somente depois do estouro nacional de "Toda Forma de Poder" e "Segurança" o trio Gessinger, Maltz e Pitz assinou contrato com a RCA, hoje Sony Music.

Formação

Humberto Gessinger: vocal e guitarra
Marcelo Pitz: baixo
Carlos Maltz: bateria

Convidados
Manito: saxofone em "Segurança"
Nei Lisboa: vocal em "Toda Forma de Poder"

Créditos

Técnico de gravação: Walter Lima
Direção de arte: Miguel Plopschi
Coordenador de gráfico: Tadeu Valério