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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Ultraje a Rigor - Rock in Rio 2001

Ultraje a Rigor - Rock in Rio 2001


Ira!

1. "Dias De Luta"  
2. "Núcleo Base"  
3. "Vida Passageira"  
4. "Flores Em Você"  
5. "Envelheço Na Cidade"  
6. "Teorema"  

Ira e Ultraje

1. "Should I Stay Or Should I Go"  

Ultraje a Rigor

1. "Ciúme"  
2. "O Chiclete"  
3. "Nada A Declarar"  
4. "Marylou"  
5. "Sexo"  
6. "Pelado"

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Ira! e Ultraje a Rigor - Ao Vivo Rock in Rio 7 - 2011

Ira! e Ultraje a Rigor - Ao Vivo Rock in Rio 7 - 2011


Ira!

1. "Dias De Luta"
2. "Núcleo Base"
3. "Vida Passageira"
4. "Flores Em Você"
5. "Envelheço Na Cidade"
6. "Teorema"

Ira e Ultraje

1. "Should I Stay Or Should I Go"

Ultraje a Rigor

1. "Ciúme"
2. "O Chiclete"
3. "Nada A Declarar"
4. "Marylou"
5. "Sexo"
6. "Pelado"

Ira! e Ultraje a Rigor - Ao Vivo Rock in Rio é o álbum das bandas Ira! e Ultraje a Rigor gravado no Rock in Rio III1 em 2001 e lançado no ano de 2011 pela gravadora MZA Music.

IRA! - Invisivel DJ! - 2007

IRA!  - Invisivel DJ! - 2007


1. "Invisível DJ"   Edgard Scandurra 4:25
2. "Sem Saber pra Onde Ir"   Marco Scandurra 3:54
3. "Eu Vou Tentar"   Rodrigo Koala 4:31
4. "Mariana Foi pro Mar"   Edgard Scandurra 2:58
5. "Não Basta o Perdão"   Edgard Scandurra 3:05
6. "Culto de Amor" (Presente no disco solo de Edgard Scandurra, Amigos Invisíveis, lançado em 1990.) Edgard Scandurra/Taciana Barros 3:40
7. "Feito Gente" (Regravação de Walter Franco.Lançada originalmente no LP Revólver de Walter Franco em 1975.) Walter Franco 3:53
8. "Tudo de Mim"   Ricardo Gaspa/Edgard Scandurra 4:42
9. "No Universo dos Seus Olhos"   Edgard Scandurra 2:30
10. "A Saga"   Arnaldo Antunes/Edgard Scandurra 3:04
11. "O Candidato"   Edgard Scandurra 4:16
12. "La Luna Llena"   Edgard Scandurra 3:28

Invisível DJ é o último álbum da banda de rock brasileira Ira!. É o primeiro disco de inéditas, desde Entre Seus Rins, de 2001, e foi lançado após o grande sucesso do Acústico MTV Ira!, de 2004.
O disco que comemora os 25 anos da banda, foi produzido por Rick Bonadio, e logo após seu lançamento ganhou um DVD, com os bastidores da gravação do álbum.
O primeiro single deste disco foi "Eu vou tentar", composta por Rodrigo Koala, integrante da banda Hateen, ganhou um clipe dirigido pelo ator Selton Mello, e foi o grande carro-chefe deste álbum. Uma balada de refrão grudento, que serviu de ponte entre os antigos fãs, e os novos, acolhidos pós-acústico. Logo em seguida, foi a vez de "Mariana foi pro mar", uma canção folk, que conta a história de uma mulher abandonada pelo marido, a virar clipe.
Por quê "Invisível DJ" e a mosca na capa

Além de ser a faixa-título do álbum, é uma metáfora para algo que conduz a vida, pode ser Deus, pode ser algo que te guie. Como um DJ na vida. Também remete ao poder da música, que vive dentro de cada um, e faz a trilha sonora de todos os momentos da vida das pessoas. Nas palavras de Nasi, "A mosca pode significar o poder invisível da música de penetrar a gente."

Fim da banda

Após o início da turnê "Invisível DJ" deu-se o desentendimento do ex-vocalista Nasi com seu irmão e também empresário do Ira!, que lhe causou a sua retirada da banda, após 26 anos de estrada. A partir de então, Edgard Scandurra assumiu os vocais da banda, cumprindo os compromissos já agendados, e parando para férias em 2008, para, um ano após, voltar com uma nova banda, formada pelos três integrantes remanescentes. Provisóriamente, o nome desta banda seria O Trio.
Em fevereiro de 2008, o baterista André Jung anunciou que a banda não voltaria mais a tocar junta, decretando assim o fim derradeiro da banda.

IRA! - Acustico Mtv - 2004|

IRA!  - Acustico Mtv - 2004|


1. "Pra Ficar Comigo (Train in Vain)(Stand by Me)"
2. "O Girassol"
3. "Flerte Fatal"
4. "Dias de Luta"
5. "Saída"
6. "15 Anos"
7. "Rubro Zorro"
8. "Eu Quero Sempre Mais"
9. "Poço de Sensibilidade"
10. "Por Amor"
11. "Tarde Vazia"
12. "Vida Passageira"
13. "Flores Em Você
14. "Ciganos"
15. "Muito Além"
16. "Boneca De Cera"
17. "Tanto Quanto Eu"
18. "Envelheço Na Cidade"
19. "Núcleo Base"

Acústico MTV é um álbum de 2004 da banda brasileira Ira!. Foi o segundo projeto da banda pela MTV e primeiro disco lançado pela Arsenal Music.
O disco traz as participações do cantor Samuel Rosa (líder do Skank), da cantora Pitty (em "Eu Quero Sempre Mais") e d'Os Paralamas do Sucesso (na canção "Envelheço na Cidade").

IRA! - Entre Seus Rins - 2001

IRA!  - Entre Seus Rins - 2001


1. O bom e velho rock 'n' roll (Edgard Scandurra)
2. Entre seus rins (Edgard Scandurra)
3. Milhas e milhas (Gaspa - Nasi - Edgard Scandurra - Mauro Motoki)
4. Naftalina (César Maurício - Gerson Barral - Ronaldo Gino)
5. Superficial (como um espinho) (Edgard Scandurra)
6. Para ser humano (Edgard Scandurra)
7. Homem de neanderthal (Frank Jorge)
8. Um homem só (Edgard Scandurra)
9. Mistério (Alvin L - Ciro Pessoa - Gaspa - Marsicano)
10. Pecado (Arnaldo Antunes - Edgard Scandurra)
11. O tempo (Gaspa - Nasi)
12. A vida por um fio (Edgard Scandurra)

Entre Seus Rins é um álbum de estúdio da banda brasileira de rock Ira!, lançado em 2001. Foi o último álbum de estúdio da banda lançado pela Abril Music.

IRA! - Mtv Ao Vivo - 2000

IRA!  - Mtv Ao Vivo - 2000


1. Gritos na Multidão
2. Dias de Luta
3. Longe de Tudo
4. É Assim Que Me Querem
5. Como os Ponteiros de Um Relógio
6. Superficial (Como um Espinho)
7. Mudança de Comportamento
8. Coração
9. Vida Passageira
10. Flores em Você
11. Receita Pra se Fazer um Herói
12. Logo de Cara
13. Tolices
14. Um Dia Como Hoje
15. Envelheço na Cidade
16. Inundação de Amor
17. Vitrine Viva
18. Bebendo Vinho
19. Pobre Paulista
20. Núcleo Base

MTV ao Vivo Ira! é um álbum gravado em uma apresentação ao vivo da banda Ira!, organizado pela MTV Brasil e lançado em 2000 pela Deckdisc , com a distribuição da Abril Music. O álbum traz canções de diversos álbuns do grupo.

IRA! - Isso E Amor - 1999

IRA!  - Isso E Amor - 1999


1. "Bebendo Vinho"
2. "Teorema"
3. "Telefone"
4. "Chorando no Campo"
5. "Flash-Back"
6. "Um Girassol da Cor de Seu Cabelo"
7. "Mudança de Comportamento"
8. "O Que Me Importa"
9. "Jorge Maravilha"
10. "Abraços e Brigas"
11. "Sentado à Beira do Caminho"
12. "A Vida Tem Dessas Coisas"
13. "Alegria de Viver"
14. "Minha Gente Amiga"

Isso é Amor é um álbum de covers da banda brasileira de rock Ira!, lançado em 1999.
O disco reune grandes nomes da MPB e do BRock, como Erasmo Carlos, Tim Maia, Lô Borges, Lobão, Ronnie Von, Chico Buarque, entre outros.
Os grandes hits do disco foram as músicas Bebendo Vinho, regravação do músico gaúcho Wander Wildner (ex-Replicantes), lançada em 1996, no primeiro álbum solo do cantor, e Teorema, do Legião Urbana, lançada em 1985, no primeiro disco do grupo brasiliense. Essas músicas foram bem executadas entre os anos de 1999 e 2000, trazendo o Ira! de volta para o mainstream.
Os artistas e bandas homenageados neste álbum são: Wander Wildner (Bebendo Vinho), Legião Urbana (Teorema), Gang 90 (Telefone), Lobão (Chorando no Campo), Dalto (Flash-Back), Beto Guedes (Um Girassol da Cor de Seu Cabelo), Tim Maia (O Que Me Importa), Chico Buarque (Jorge Maravilha), Roberto Carlos e Erasmo Carlos (Sentado à Beira do Caminho), Ritchie (A Vida Tem Dessas Coisas), Ray Heredia (Alegria de Viver), Ronnie Von (Minha Gente Amiga), além da regravação de duas músicas dos membros da banda: Ira! (Mudança de Comportamento) e Edgar Scandurra com Taciana Barros (Abraços e Brigas).

Banda

Nasi: Voz
Edgard Scandurra: Guitarra, Violão, Sintetizador, Programação eletrônica e Voz
André Jung: Bateria e Percussão
Ricardo Gaspa: Baixo

Participações especiais

Fernanda Takai: Voz (em "Telefone")
Samuel Rosa: Voz (em "Um Girassol da Cor de Seu Cabelo")

Músicos convidados

Johnny Boy: Teclado
Taciana Barros: Piano (em "Abraços e Brigas")
Walmir Gil: Trompete (em "Mudança de Comportamento)
Chirpeta, Nelson Cabelo e Andréia Ivon: Backing Vocals (em "Minha Gente Amiga")
Marcelo Sussekind: Violão (em "Sentado à Beira do Caminho"), Baixo (em "Flash-back") e Guitarra (em "Minha Gente Amiga")

IRA! - Você Não Sabe Quem Eu Sou - 1998

IRA!  - Você Não Sabe Quem Eu Sou - 1998


1. "Às Vezes, De Vez Em Quando" (Edgard Scandurra)
2. "Correnteza" (Ciro Pessoa, Nasi, Gaspa)
3. "Miss Lexotan 6 mg - Garota" (Flávio Basso)
4. "Vou Me Encontrar" (Nasi, Gaspa)
5. "Eu Não Sei (I Can't Explain)" (Pete Townshend - Versão: Roger)
6. "Tantas Nuvens" (Edgard Scandurra, Carlos Barmack, Ciro Pessoa)
7. "Nada Além (Gotta Get Away)" (Ogilvie, Burns - Versão: Ciro Pessoa)
8. "Descendo o Mississipi" (Edgard Scandurra)
9. "Justiça Militar, Justiça Civil (Liquidação de Verão)" (Edgard Scandurra)
10. "Você Não Sabe Quem Eu Sou" (Edgard Scandurra)
11. "A Natureza Sobre Nós" (Ciro Pessoa, Nasi, Gaspa)

Você Não Sabe Quem eu Sou é um álbum da banda brasileira Ira!, lançado em 1998 pela Paradoxx Music.

História

No mesmo ano em que se completava uma década do lançamento de Psicoacústica, o Ira! se comprometeu a fazer um álbum tão ousado quanto o LP que havia lançado dez anos antes, procurando por novas tendências musicais, ou, como já dizia a letra de "Farto Do Rock 'n' Roll", "outros sons, outras batidas, outras pulsações". Se o rap era o estilo musical que marcou a sonoridade do disco de 1988, em Você Não Sabe Quem Eu Sou a influência da vez na música da banda era o techno. A música eletrônica e as festas raves se popularizaram no Brasil no final dos anos 90 e surgiam vários grupos que, formando uma cena própria, seguiam as diversas vertentes do gênero (techno, house, drum'n'bass, etc.), reflexo do êxito destes estilos pelo exterior, onde o DJ Fatboy Slim e grupos como o Prodigy e os Chemical Brothers, dentre outros, estavam bem cotados nas paradas de sucesso com seus singles.
Edgard Scandurra militava pela cena musical eletrônica de São Paulo já fazia algum tempo, e acabou fortemente influenciado pelas preferências musicais do meio clubber, fato que se tornou notório quando lançou seu segundo disco solo, Benzina, em 1996. Passados dois anos do lançamento deste trabalho, o guitarrista deu continuidade ao seu projeto de incorporação de elementos de música eletrônica ao rock no oitavo disco de carreira do Ira!. Outra grande banda do rock brasileiro dos anos 80 seguiu igualmente esse direcionamento: o Barão Vermelho, que lançou, também em 1998, o CD Puro Êxtase. Lobão, no álbum Noite, outro lançamento daquele ano, trouxe influências do trip hop (de grupos como o Massive Attack e o Portishead) para o repertório, que se manifestariam da mesma forma no trabalho seguinte, A Vida é Doce, lançado um ano depois.
Em Você Não Sabe Quem Eu Sou, podem ser encontrados temas totalmente eletrônicos (mais especificamente as faixas "Descendo o Mississipi" e "Justiça Militar, Justiça Civil"); já outras canções, como o rock "Às Vezes, De Vez Em Quando" e a balada que dá nome ao disco, têm apenas integrados resquícios da música techno nos arranjos. "Tantas Nuvens", música de abertura de Benzina, ganhou releitura neste disco do Ira!, com Nasi fazendo os vocais que originalmente eram cantados por Edgard no disco solo deste.
Afora as novas diretrizes musicais, Você Não Sabe Quem Eu Sou tem diversos rocks no repertório. Nasi e Gaspa assinaram três canções juntos, dentre elas "Correnteza" - feita pelos dois juntamente com Ciro Pessoa, e que havia sido registrada na demo que levou o Ira! a ser contratado pela Paradoxx em 1995 - e "Vou Me Encontrar", ambas priorizando o som de trio guitarra-baixo-bateria. Porém, nesta faceta do disco, se destacam uma regravação e uma versão. "Miss Lexotan 6mg" é de autoria do roqueiro gaúcho Flávio Basso (ex-Cascavelettes), o Júpiter Maçã, artista de grande prestígio na cena musical alternativa do Rio Grande do Sul e que à época estava ganhando popularidade na região Sudeste do Brasil. Já "Eu Não Sei", que se trata de versão em português de "I Can't Explain" (do primeiro disco do Who, My Generation), foi feita por Roger Moreira, líder do Ultraje a Rigor e amigo de longa data dos elementos do Ira!. Roger participou da gravação da música, que posteriormente seria registrada no Acústico MTV do Ultraje, em 2005.
"Nada Além" também é uma tradução de um rock originalmente cantado em inglês; neste caso, a inspiração foi a música "Gotta Getaway", da banda punk norte-irlandesa Stiff Little Fingers.
"Eu Não Sei" foi a música de trabalho do disco e seu videoclipe teve boa frequência de exibição na MTV Brasil, aparecendo no Disk MTV, onde o clipe era bastante pedido pelos telespectadores, e no Top 20 Brasil, inclusive. Apesar disso e da boa recepção por parte da crítica (fosse pelo prêmio que conquistou na APCA na categoria "melhor produtor" em 1998, fosse pelas resenhas elogiosas), Você Não Sabe Quem Eu Sou teve vendas modestas. Foi o último disco do Ira! em seu contrato com a Paradoxx, tendo a banda assinado com a recém-criada Abril Music no ano seguinte.

IRA! - 7 - 1996

IRA!  - 7 - 1996


1. "Na Minha Mente" (Edgard Scandurra)
2. "Me Perco Nesse Tempo" (Ciça, Sandra Coutinho, Ana Maria Machado)
3. "É Assim Que Me Querem" (Edgard Scandurra)
4. "Que Fim Levou Paris…!" (Nasi, Johnny Boy)
5. "Você Não Serve Prá Mim" (Renato Barros)
6. "Haiô Silver!" (Joe Turner - Versão: Nasi)
7. "Eu Quero Sempre Mais" (Edgard Scandurra)
8. "O Girassol" (Edgard Scandurra)
9. "Te Odeio (Isso é o Amor)" (Nasi)
10. "Difícil é Viver" (Nasi, Ricardo Gaspa)
11. "House of Risin' Sun" (Autoria desconhecida, baseada na versão do grupo inglês The Animals)
12. "Nasci em 62" (Ao Vivo) (Edgard Scandurra)

Sete ou 7 é um álbum de estúdio da banda brasileira Ira!, lançado no ano de 1996. Foi o primeiro lançamento do grupo após o encerramento do contrato com a WEA.

História

7 é um dos dois álbuns que o Ira! lançou pela gravadora independente Paradoxx Music (hoje extinta). O álbum nasceu numa fase em que a banda procurava se recuperar do desgaste que havia entre seus membros e das crises relacionadas com as drogas - vividas especialmente por Nasi, que procurou por tratamento. Após um bom tempo de abstinência e de processo de desintoxicação, o vocalista abandonou o consumo de aditivos definitivamente em 1997.
O grupo esteve a um passo de acabar em meados da década de 90, mas o estímulo dado pelos fãs em seus shows lhes deram motivação para seguir a carreira. Entre 11 e 19 de Agosto de 1995, o Ira! realizou uma mini-turnê no Japão, e de lá saiu revigorado. Foram fundamentais também uma apresentação acústica no Teatro Mars e um show comemorativo dos 15 anos da banda no Memorial da América Latina, já de volta à São Paulo.
Gravado com o mesmo espírito de rock garageiro que a banda comportou no disco anterior, Música Calma Para Pessoas Nervosas, só que desta vez apoiado por produção e mixagem mais decentes, 7 teve como êxitos "É Assim Que Me Querem" e "Difícil é Viver" (ambas as canções ganharam videoclipes). É nesse disco que se encontra a versão original de "Eu Quero Sempre Mais", que se tornaria um grande sucesso nas rádios brasileiras quando regravada em 2004 para o Acústico MTV do grupo, com a participação da cantora Pitty.
Neste álbum, o Ira! realizou cinco regravações. Tal como aconteceu em Música Calma…, a banda fez outra releitura de um rock cantado em inglês, sendo a canção escolhida dessa vez "House of the Rising Sun", dos Animals. Uma outra cover de canção estrangeira, porém com a letra vertida em português, foi a de "Honey Hush", clássico do blues gravado por Big Joe Turner e rebatizada por Nasi com o título "Haiô Silver!".
As outras três regravações foram de canções do rock nacional. "Me Perco Nesse Tempo", do repertório do primeiro disco das Mercenárias (grupo onde Edgard Scandurra foi baterista no início dos anos 80, inclusive), Cadê as Armas?, e "Você Não Serve Prá Mim", de Roberto Carlos (presente no LP ...Em Ritmo de Aventura) entraram no álbum, juntamente com uma versão ao vivo de "Nasci em 62" (lançada originalmente no quarto disco da banda, Clandestino), com a participação de Arnaldo Antunes, áudio este extraído de um dos shows que a banda havia realizado no Japão.

IRA! - Musica Calma para Pessoas Nervosas - 1993

IRA!  - Musica Calma para Pessoas Nervosas - 1993


1. "Arrastão" (Edgard Scandurra)
2. "Pai Nosso da Terra" (Raul Seixas, Ricardo Gaspa, Edgard Scandurra)
3. "She Smiled Sweetly" (Jagger, Richards)
4. "Campos, Praias e Paixões" (Edgard Scandurra)
5. "Perigo" (Edgard Scandurra, Arnaldo Antunes)
6. "O Homem é Esperto, Mas a Morte é Mais" (Nasi, Ricardo Gaspa)
7. "Balada Triste" (Esdras Silva, Dalton Vogeler)
8. "Fado de Minh'alma" (Edgard Scandurra, Ricardo Gaspa)
9. "U.T.I." (Edgard Scandurra)

Música Calma para Pessoas Nervosas é o sexto álbum de estúdio da banda brasileira de rock Ira!, lançado em 1993 pela WEA.

História

Álbum gravado para honrar o contrato da banda com a WEA. Com a produção semelhante à de uma fita demo devido ao baixo orçamento da gravação, refletiu uma das piores fases do Ira!, numa época de consumo excessivo de drogas e de atritos entre seus membros.
O repertório traz duas covers: "She Smiled Sweetly", dos Rolling Stones (que representou um marco até então inédito na discografia da banda: foi a primeira canção cantada em inglês incluída na sua obra) e "Balada Triste" (balada de fossa dos anos 50, famosa nas versões de Ângela Maria e Agostinho dos Santos). No disco também estão presentes "Pai Nosso da Terra", poema escrito por Raul Seixas em 1981 e musicado por Ricardo Gaspa e Edgard Scandurra, "U.T.I." (composta por Scandurra ainda na época do grupo Subúrbio, no início dos anos 80) e uma parceria com Arnaldo Antunes ("Perigo"), recém-saído dos Titãs. Scandurra acompanharia Arnaldo Antunes em sua carreira solo.
O disco teve como faixas de trabalho "Arrastão (Ladrão que Rouba Ladrão)" e "O Homem é Esperto, mas a Morte é Mais", que ganharam videoclipes.

IRA! - Meninos Da Rua Paulo - 1991

IRA!  - Meninos Da Rua Paulo - 1991 


1. "Rua Paulo"
2. "Imagens de Você (Pictures of a Matchstick Man)" (Francis Michael Rossi - Versão: Edgard Scandurra, Nasi)
3. "Amor Impossível"
4. "O Tolo dos Tolos" (Ricardo Gaspa, Edgard Scandurra)
5. "O Ladrão Era Eu"
6. "A Etiópia e os Meus Problemas"
7. "Você Ainda Pode Sonhar (Lucy in the Sky With Diamonds)" (Lennon/McCartney - Versão: Raulzito)
8. "Um Dia Como Hoje"
9. "Prisão das Ruas"
10. "Cavalos Selvagens"
11. "Não Matarás"
12. "Os Meninos da Rua Paulo" (Edgard Scandurra, Nasi, André Jung, Ricardo Gaspa)

Meninos da Rua Paulo é um álbum de estúdio da banda brasileira de rock Ira!, lançado em 1991.

Contexto, música e gravação

Meninos da Rua Paulo foi uma espécie de volta às origens do próprio Ira!, ao rememorar a "fase mod" compreendida nos dois primeiros discos. O trabalho de composição do repertório se deu de forma mais tranquila para o grupo do que na época do LP anterior, Clandestino. Desta vez, Edgard Scandurra chegou ao ponto de escrever três canções por dia. A banda tinha bastante entusiasmo e esperava obter sucesso com o novo trabalho: "Este disco foi gravado com a intenção de soar o mais 'ao vivo' possível. A gente está entrando numa nova fase, inclusive no que diz respeito à gravadora. as pessoas nos viam com uma imagem do tipo 'O Ira! não quer tocar em rádio, não quer aparecer, não quer vender disco', quando não é nada disso" , declarou Nasi ao jornal O Globo.
O álbum traz duas versões em português de canções do rock britânico sessentista: "Imagens de Você", baseada em "Pictures of a Matchstick Man", da banda Status Quo, e a já mencionada "Você Ainda Pode Sonhar", que se trata de uma regravação de uma versão feita por Raul Seixas, ainda na época do conjunto Os Panteras, para a célebre canção "Lucy In The Sky With Diamonds", dos Beatles. Esta última, na versão do Ira!, traz um sampler do famoso misto de batidas percussivas e palmas de "We Will Rock You", da banda Queen.
É o único álbum do grupo que possui um tema totalmente instrumental - no caso, a faixa de encerramento. Além disso, no disco ficou notória a mudança da voz de Nasi, que se tornou mais rouca a partir desta época - fato que já podia ser constatado em algumas faixas de Clandestino.

Título

O nome do disco foi inspirado no romance de mesmo nome escrito pelo húngaro Ferenc Molnár, em 1906.

Lançamento e recepção

Meninos da Rua Paulo chegou às lojas de discos no final de setembro de 1991. Apesar de o Ira! fazer aparições na mídia televisiva, em programas como Jô Soares Onze e Meia e Programa Livre, e o videoclipe de "Você Ainda Pode Sonhar", lançado no Fantástico, ser exibido com regularidade na MTV Brasil, o disco não conseguiu chegar à marca de 10 mil cópias vendidas. Na crítica especializada, o álbum pouco despertou interesse. Um dos raros elogios veio de Sérgio Sá Leitão, em resenha escrita para a Folha de S. Paulo: "Ira! volta a mostrar os impulsos juvenis do primeiro LP [Mudança de Comportamento], desgastados em outras investidas menos felizes. Canções acústicas como 'Prisão nas [sic] Ruas' e 'Amor Impossível' remetem ao amor aos 20 anos de 'Coração'. [...] o grupo escapou à lama que aprisiona o pop pátrio."

Formação

Nasi: Voz
Edgard Scandurra: Guitarra, Violão e Vocais
Ricardo Gaspa: Baixo
André Jung: Bateria e Percussão

Participações Especiais

Dino Vicente: Teclados
Os Lázaros: Edgard e Marco Scandurra, Fábio Golfetti e Miguel Barella: Violões (em "Um Dia Como Hoje")
Vilma Barbosa: Pergunta em ("O Ladrão era Eu")
Nico Nicolaiewsky: Acordeom (em "Prisão das Ruas")

IRA! - Clandestino - 1989

IRA!  - Clandestino - 1989


1. "Melissa"   Edgard Scandurra/Nasi/André Jung 2:07
2. "Tarde Vazia"   Edgard Scandurra/Ricardo Gaspa 3:45
3. "Efeito Bumerangue"   Edgard Scandurra/Ciro Pessoa 3:03
4. "Boneca de Cera"   Edgard Scandurra 4:37
5. "Cabeças Quentes"   Nasi/Edgard Scandurra 5:18
6. "O Dia, A Semana, O Mês"   Edgard Scandurra 4:29
7. "Patroa"   Edgard Scandurra 1:54
8. "Consciência Limpa"   Edgard Scandurra 4:25
9. "Clandestino"   Edgard Scandurra/Gisele Carmo 4:51
10. "Nasci em 62"   Edgard Scandurra 2:22

Clandestino é um álbum da banda brasileira Ira!, lançado em 1990 pela WEA.

Contexto, repertório e gravação

Lançado na época do infame Plano Collor, o quarto disco do Ira! deflagra um período de crise criativa reconhecida pelos próprio integrantes. "Foi um disco burocrático, gravado por uma banda aos pedaços", declarou Edgard Scandurra a Ricardo Alexandre sobre o que ele achava de Clandestino, em reportagem sobre a banda para a revista ShowBizz em dezembro de 1999.
A escassez de material novo, ocorrida muito por conta do primeiro disco-solo de Edgard, Amigos Invisíveis, pressionou a banda a resgatar canções compostas mesmo antes do lançamento de Mudança de Comportamento (em 1985), sendo o caso de "O Dia, A Semana, O Mês" (1984), de "Nasci em 62" (1980) e da faixa-título, escrita pelo guitarrista ainda na época do grupo Subúrbio (o "embrião" do Ira!), em 1979. Uma outra canção antiga resgatada, mas nesse caso composta posteriormente ao primeiro disco, foi "Cabeças Quentes", escrita quatro anos antes do lançamento de Clandestino.
O LP, gravado entre outubro de 1989 e fevereiro de 19902 , traz como convidado especial o ator Paulo Villaça, conhecido pelo papel do protagonista do filme O Bandido da Luz Vermelha (inspirado na trajetória do delinquente João Acácio Pereira da Costa, o famoso Bandido da Luz Vermelha), de Rogério Sganzerla, que já havia servido de inspiração para o álbum anterior, Psicoacústica. Tal como no disco de 1988, o Ira! procurou explorar outros estilos musicais em Clandestino. "Melissa", pela forma de cantar de Nasi e pela presença do berimbau no arranjo, tem influências de músicas utilizadas em rodas de capoeira. "Cabeças Quentes", por sua vez, incorpora elementos de samba, que dá lugar a um som mais próximo do hard rock a partir do quarto minuto (de cinco minutos e dezoito segundos totais) de duração.
Os samplers, muito utilizados em Psicoacústica, reaparecem neste álbum. A música-título traz um trecho do último discurso do presidente chileno Salvador Allende, proferido no mesmo dia de sua morte, em 11 de setembro de 1973. Nasi extraiu esse áudio do documentário brasileiro "No", que tratava do plebiscito chileno de 1989. Na introdução de "Nasci em 62", foi embutida a famosa abertura do radiojornal "Repórter Esso".

Lançamento e recepção

À época de seu lançamento, Clandestino não teve um bom desempenho comercial, apesar da execução radiofônica razoável da balada "Tarde Vazia". As vendagens estacionaram na faixa de 30 mil cópias. A crítica se dividiu em sua recepção. Na Folha de S. Paulo, Luís Antônio Giron elogiou o disco: "O novo disco do Ira! responde ao desafio do tempo com musicalidade despida de proselitismo fácil ou de laboratórios sonoros estrambóticos. Privilegia a trama sonora de bateria, baixo, solos de guitarra encadeados com violões e vozes. Valoriza as letras simples e os refrões, o rock'n'roll, a balada e a discreta fusão samba-rock. [...] Clandestino é um álbum possível de ser ouvido com prazer, algo cada vez mais difícil no rock feito no Brasil." A revista Veja também recebeu bem o álbum: "As crônicas urbanas em ritmo de rock que são a marca registrada do quarteto paulistano Ira! atingem sua forma mais bem acabada em Clandestino, [...]. O forte do disco são os arranjos enxutos alimentados pela cachoeira de idéias musicais que brota da guitarra de Edgard Scandurra, em grande forma, autor de todas as faixas."
Por outro lado, André Forastieri, na revista Bizz, considerou o LP "excruciantemente chato, o pior disco da banda, sem os ocasionais elementos redentores de seus antecessores e com todos os defeitos". No livro BRock - O rock brasileiro dos anos 80, de 1995, Arthur Dapieve também apontou aspectos negativos no quarto trabalho do Ira!, apesar de fazer algumas ressalvas ao repertório: "Se, mesmo registrado em sessões separadas, o instrumental de Edgard, Gaspa e Jung continuava fino, o mesmo não se podia dizer das constrangedoras letras [...] e dos instáveis vocais de Nasi (o ponto fraco do quarteto). Ainda assim, apesar de todos esses desencontros, o disco alcançava bons momentos em 'Melissa', 'Nasci em 62', 'Cabeças Quentes' e 'Consciência Limpa'."

Curiosidades

Pouco após o lançamento de Clandestino, o Ira! planejava a gravação de um álbum ao vivo duplo (segundo André Jung, em entrevista à Bizz em junho de 1990, cogitava-se a inclusão de dezoito músicas) no final de 1990. O projeto não foi adiante, e acabaria sendo compensado dez anos depois, em 2000, quando o grupo lançou seu CD pela série MTV Ao Vivo.
Na contracapa do LP original (e igualmente nas contracapas das edições em CD), a música "Consciência Limpa" teve seu nome grafado incorretamente como "Conciência Limpa".
O disco tem dedicatória ao músico Pedro Gil, filho de Gilberto Gil, morto após sofrer um acidente automobilístico no começo de 1990.
A Canção "Cabeças Quentes" conta com uma incursão aos 03:40 do refrão da música "Roadhouse Blues" da banda estadunidense "The Doors".

IRA! - Psicoacustica - 1988

IRA! - Psicoacustica - 1988


1. "Rubro Zorro" (Edgard Scandurra, André Jung, Ricardo Gaspa, Nasi)
2. "Manhãs de Domingo" (Edgard Scandurra)
3. "Poder, Sorriso, Fama" (Edgard Scandurra)
4. "Receita Para Se Fazer um Herói" (Edgard Scandurra, Nasi, André Jung, Ricardo Gaspa, Reinaldo Edgar Ferreira)
5. "Pegue Essa Arma" (Edgard Scandurra)
6. "Farto do Rock 'n' Roll" (Edgard Scandurra, Ricardo Gaspa)
7. "Advogado do Diabo" (Nasi, André Jung)
8. "Mesmo Distante" (Edgard Scandurra)

Psicoacústica é um álbum de estúdio da banda brasileira de rock Ira!, lançado em 1988. Está na lista dos 100 maiores discos da música brasileira pela Rolling Stone Brasil, no 81° lugar.

Contexto

Meses depois de suas apresentações no festival Hollywood Rock em janeiro de 1988, o Ira! lançou aquele que seria um dos seus discos mais cultuados. Muito lembrado em listas que relacionam os melhores discos da história do rock brasileiro, Psicoacústica foi visto como um disco um tanto quanto ousado e visionário para a sua época, com faixas em estilos muito pouco convencionais para a mídia. O aspecto hermético do disco o deixou com uma aura anticomercial, resultando em vendagens de apenas 50 mil cópias.

Música e influências

Psicoacústica mostra o direcionamento do Ira! a diversos gêneros. A banda transitava pelo reggae ("Receita Para Se Fazer um Herói"), hard rock ("Farto do Rock 'n' Roll", a única canção do disco não cantada por Nasi, sendo interpretada por Edgard Scandurra) e rock psicodélico ("Mesmo Distante"). Somente "Manhãs de Domingo" e "Poder, Sorriso, Fama" seguiam a sonoridade dos dois primeiros álbuns da banda, calcados na música mod. Na primeira, Edgard canta, já ao final da música, o trecho "nas ruas é que me sinto bem", aludindo ao primeiro verso de "Nas Ruas", de Vivendo e Não Aprendendo. Na letra da mesma música, o guitarrista ainda empregou, pela primeira vez, a expressão "amigos invisíveis", frase que daria nome ao seu primeiro disco solo, de 1989.
O ecletismo se manifestava ainda mais na canção "Advogado do Diabo", com junção de elementos do rock, do rap e da embolada nordestina. Comenta-se que esta música era bastante reverenciada por Chico Science, tanto que ele a incluiu no set list de algumas apresentações da Nação Zumbi. Isto reforça a ideia de o Ira! ser um dos grupos de rock nacional favoritos dos músicos pernambucanos que geraram o movimento manguebeat.
A integração de elementos da música rap em Psicoacústica se deu por conta da adoração sentida por Nasi e por André Jung pela cultura hip-hop. O vocalista ouvia frequentemente LPs do Grandmaster Flash e do Run DMC nesta época. Os dois se aproximaram de artistas e grupos como Thaíde & DJ Hum, MC Jack, O Credo e Código 13, que difundiam tanto música como estilo de vida ligadas à tal estética. Todos eles gravariam o LP Hip-Hop Cultura de Rua, lançado em 1988, que contou com a dupla do Ira! entre seus produtores. Sabe-se que Edgard, visivelmente incomodado com a incursão de seus colegas de banda no universo hip-hop, escreveu a letra de "Farto do Rock 'n' Roll" tendo em mente deixar de um "recado" para Nasi e Jung, deixando parecer que havia um desleixo dos dois com relação ao rock. Nasi se negou a cantar a canção, rejeitando a ideia de que estava abrindo mão de seu gosto pelo estilo.
Além de transitar por variados estilos musicais, o disco ainda foi um dos primeiros álbuns brasileiros em que samplers foram empregados nas gravações. Quatro faixas do disco tiveram a utilização desses recursos, que geralmente eram inseridos por Nasi. No primeiro minuto de "Rubro Zorro", pode-se ouvir um trecho com a fala "trata-se de um faroeste do terceiro mundo!"; tal áudio é proveniente do filme O Bandido da Luz Vermelha, assim como o que foi incluído numa passagem instrumental de "Pegue Essa Arma" ("E o terceiro mundo vai explodir! E quem tiver de sapato não sobra!"). "Advogado do Diabo", em seus segundos finais, traz um discurso feito em rádio AM pelo presidente da LBV, Paiva Netto ("Não adianta, tem que haver rico, tem que haver pobre; tem que haver branco, tem que haver negro; tem que haver patrão, tem que haver empregado; porque o povo quer assim."). E, finalmente, em "Farto do Rock 'n' Roll" são reproduzidos sons da platéia em um show.
Além do filme O Bandido da Luz Vermelha, outro fator influente para o Ira! na elaboração de Psicoacústica foi o incidente ocorrido quando do naufrágio, em setembro de 1987, do navio japonês Solana Star, que trazia grandes quantidades de maconha asiática conservadas em latas. As latas permaneceram à deriva em águas brasileiras, até chegarem nas praias de São Paulo e do Rio de Janeiro em especial, caracterizando o período que ficou conhecido por "verão da lata" (entre 1987 e 1988).

Lançamento e formatos

Psicoacústica chegou às lojas em maio de 1988, tendo "Pegue Essa Arma" como primeiro single. A primeira tiragem do LP trazia encartado um óculos tridimensional, de tal forma que o fã poderia se deleitar com a arte presente na capa dulpa do disco, consistente em anaglifo nas cores verde e vermelha (ou magenta).
Já a edição em K7 do álbum incluía uma música a mais: uma versão ao vivo de "Não Pague Pra Ver", registrada na apresentação realizada no Hollywood Rock em São Paulo, como a quinta faixa do lado A.
O álbum não ganhou uma versão em CD na época de seu lançamento - apesar de Vivendo e Não Aprendendo ter sido lançado neste formato no ano anterior (uma vez que foi em 1987 que os compact discs começaram a ser fabricados no Brasil). Sua estréia em formato digital se deu numa coletânea da série 2 é Demais!! de 1998, dedicada ao Ira!, dividindo espaço com as faixas do quinto disco, Meninos da Rua Paulo. Apenas em 2001 Psicoacústica ganhou uma versão em CD individual, incluindo a capa original e a readaptação da arte gráfica do lançamento em LP, como parte do projeto "Arquivos Warner", de seu ex-integrante (e então baterista dos Titãs) Charles Gavin. Não foram inseridas faixas-bônus. Foi o último álbum da discografia "oitentista" do Ira! a ser contemplado neste formato.

Crítica

Psicoacústica foi muito bem recebido pela crítica quando foi lançado. No Jornal do Brasil, Arthur Dapieve saudou o álbum, alegando que "o estúdio não entrou com a pasteurização asséptica de costume, mas para sujar o som com infinitos efeitos neo-psicodélicos. [...] O Ira! viveu, aprendeu e mudou o comportamento - nem tudo na vida são melodias facilmente assimiláveis." Thales de Menezes, da Folha de S. Paulo, também viu pontos positivos no disco: "[...] é o disco mais ousado do Ira!. O grupo rompeu com a estrutura tradicional '1ª estrofe, refrão, 2ª estrofe, refrão, solo, refrão' que norteava a maioria das músicas de seus dois primeiros LPs. As pistas sonoras estão sobrepostas em arranjos meticulosos, que quebram a estrutura das canções no decorrer delas, criando segmentos rítmicos às vezes antagônicos."

Problemas relativos

Ainda na época em que estava prestando serviço militar, no início dos anos 1980, Edgard recebeu a letra da música "Receita para se Fazer um Herói" de um colega de quartel que atendia pelo nome de Esteves, que dizia ser o autor daqueles versos. O guitarrista a musicou pouco tempo depois. O Ira!, que tocava a canção desde os seus primeiros shows, decidiu finalmente lançá-la em seu terceiro disco. Acontece que, com o LP prestes a chegar ao mercado, o grupo não conseguiu entrar em contato com Esteves para fins de autorização da publicação da música - o que explica a presença da pergunta "Esteves, cadê você?" na lista de agradecimentos do álbum.
Com o disco já nas lojas, em meados de 1988, Esteves finalmente apareceu e começou a reclamar sua parte em dinheiro relativo aos direitos autorais de "Receita..." (que, àquela altura, começou a ser trabalhada como o segundo single do disco), e ameaçou entrar na Justiça para exigir o recolhimento do disco das lojas caso não recebe os pagamentos que, acreditava-se, lhe eram devidos. Uma nova surpresa, no entanto, foi reservada à banda. Na sessão de cartas da extinta revista Bizz, uma leitora apontou semelhanças notórias entre os versos de "Receita..." e os de um poema atribuído ao escritor lusitano Reinaldo Ferreira, chamado quase identicamente de "Receita para Fazer um Herói", advertindo o quarteto de que poderia ocorrer processo por plágio. O grupo manteve contato com a viúva do poeta para evitar futuros litígios. A farsa armada por Esteves tinha sido descoberta, tanto que seu nome não consta nos créditos (e sim o de Ferreira) apresentados na contracapa da primeira edição em CD do álbum.
Rogério Sganzerla também fez exigência semelhante à de Esteves ao Ira!. Num primeiro momento, o diretor teria hesitado em liberar os áudios extraídos de O Bandido da Luz Vermelha usados em "Rubro Zorro" e em "Pegue Essa Arma", requeridos pelo grupo. Uma outra versão diz que a banda não o procurou para obter tal concessão. Independentemente do que tenha ocorrido, o fato é que Sganzerla cobrou da WEA um pagamento adiantado pela utilização dos áudios, ameaçando ingressar na Justiça para requerer um embargo à obra do quarteto paulistano caso não fosse atendido.

Formação

Nasi: Voz, Scratch Audio Master
Edgard Scandurra: Guitarra, Banjo, Craviola, Guitarras fantasmagóricas, Caixa Clara (em "Mesmo Distante"), Voz
Ricardo Gaspa: Baixo, Voz
André Jung: Bateria, Percussão, Voz

Participações especiais

Don Harris: Trompetes (em "Receita...")
Roberto Firmino: Teclado (em "Receita...")
William Forghieri: Teclado

IRA! - Vivendo e Não Aprendendo - 1986

IRA! - Vivendo e Não Aprendendo - 1986


1. "Envelheço Na Cidade"   Edgard Scandurra 3:17
2. "Casa De Papel"   Edgard Scandurra 3:36
3. "Dias de Luta"   Edgard Scandurra 4:26
4. "Tanto Quanto Eu"   Edgard Scandurra, Gasparini 2:50
5. "Vitrine Viva"   Edgard Scandurra, Luis Arnaldo Braga 2:20
6. "Flores Em Você"   Edgard Scandurra 1:54
7. "Quinze Anos (Vivendo E Não Aprendendo)"   Edgard Scandurra, Gasparini 2:40
8. "Nas Ruas"   Edgard Scandurra 4:17
9. "Gritos Na Multidão"   Edgard Scandurra 3:08
10. "Pobre Paulista"   Edgard Scandurra 4:57

Faixas bônus (Edição remasterizada, 2000)

11. "Não Pague Pra Ver" (demo) Scandurra 2:50
12. "Flores em Você" (demo) Scandurra 2:37
13. "Pobre Paulista" (demo) Scandurra 4:30
14. "Nasci em 62" (demo) Scandurra 2:05
15. "Tanto Quanto Eu" (demo) Scandurra, Gasparini 2:47

Vivendo e Não Aprendendo é um álbum da banda de rock brasileira Ira!, lançado pela WEA em agosto de 1986. O álbum foi gravado entre maio e junho de 1986, no estúdio Nas Nuvens, (Rio de Janeiro) e as faixas 9 e 10 gravadas ao vivo na Brodway, em (São Paulo) em 3 de maio de 1986. Posteriormente, em dezembro de 2000, foi remasterizado e lançado em CD (foi a 2ª edição do disco no referido formato). 4 5 Na época, era vendido por 85,00 Cz$ (cruzados). Este álbum entrou na lista dos 100 maiores discos da música brasileira pela Rolling Stone Brasil. ficando na 94ª posição.

História

Considerado por muitos fãs como seu melhor álbum, e também por especialistas como o melhor álbum nacional dos anos 80 (por conter muitas faixas que se tornariam grandes sucessos), Vivendo e Não Aprendendo era o mais famoso e o também o mais bem sucedido comercialmente disco da banda até o lançamento do Acústico MTV em 2004. O disco de 1986, segundo o jornalista Ricardo Alexandre em seu livro Dias de Luta (cujo nome foi tirado, obviamente, de um dos sucessos deste álbum), vendeu 180 mil exemplares à época de seu lançamento, apesar de outras fontes divergirem quanto à isto (estimando as vendagens entre 150 e 250 mil cópias). Por mais de dez anos, foi o único álbum do Ira! a ter alcançado o status de disco de ouro.
O Ira! não teve relação fácil com o produtor Liminha durante as gravações do seu segundo disco no estúdio Nas Nuvens no Rio de Janeiro. O grupo desejava para o álbum um padrão sonoro que lembrasse o do conjunto inglês The Jam, uma de suas mais notórias influências, porém Liminha julgava como "desafinada" a sonoridade que Edgard Scandurra e cia. queriam como referência. Essa combinação de discordância estética, provocações e de constante interferência do produtor no processo criativo do grupo gerou uma relação tão tensa em estúdio que foi preciso transferir os trabalhos restantes de gravação e a mixagem para São Paulo, ficando sob a supervisão do velho conhecido Pena Schmidt.
"Gritos na Multidão" e "Pobre Paulista", gravadas para o obscuro compacto de estréia da banda em 1984, reapareceriam em Vivendo e Não Aprendendo, porém, em versões gravadas durante um show. A WEA tinha pretensões de lançar ambas como músicas de trabalho do disco, e pediu para que o grupo as regravasse. O Ira! recusou o pedido inicialmente, mas acabou por registrar novamente as canções, só que não em estúdio. O argumento era de que não seria possível fazer playback, recurso muito usual em programas televisivos da época, de canções que eram registradas ao vivo. Uma demo de "Pobre Paulista" aparece como faixa bônus da segunda edição em CD do álbum, lançada em 2000.
O show do lançamento do LP se deu em uma efusiva apresentação na Praça do Relógio, no campus da USP em 11 de Outubro de 1986 (citado como um dos cem melhores shows já feitos no Brasil em uma edição especial da revista Bizz, em 2005), diante de uma plateia estimada em 40 mil pessoas, com abertura das bandas Vultos e Violeta de Outono. Entre elas, estavam Renato Russo, líder da Legião Urbana e Paula Toller, vocalista do Kid Abelha, artistas da mesma geração do Ira!. O êxito do disco é atribuído a três faixas: "Envelheço na Cidade", "Dias de Luta" e, especialmente, "Flores em Você". Construída a partir de um arranjo de um quarteto de cordas e um violão tocado por Edgard acompanhando o vocal de Nasi, foi tema de abertura da novela global O Outro, tendo sido a 13ª canção mais executada nas rádios brasileiras no ano de 1987. "Flores em Você" tem um arranjo altamente influenciado por "Eleanor Rigby" dos Beatles e por "Smithers-Jones" do The Jam.  Terá sido justamente por causa de sua gravação que o grupo rompeu definitivamente com Liminha. Quando Nasi gravou os vocais da canção, o produtor perguntou como quem queria escarnecer da sonoridade do grupo: "e aí, qual é a sensação de cantar acompanhado de um conjunto afinado?", se referindo ao quarteto de cordas.
Ficou célebre, neste período, o boicote do grupo ao especial de Natal de 1986 do programa Cassino do Chacrinha. Na época, Vivendo e Não Aprendendo já estáva atingindo a marca de 100 mil cópias vendidas, devido aos sucessos de "Envelheço na Cidade" e "Dias de Luta", e a banda foi convidada para fazer um playback usando famigerados gorros de Papai Noel. Em sua biografia A Ira de Nasi, lançada em 2012, o vocalista comenta que a gota d'água pra banda recusar de participar no especial, foi ver o cantor romântico Byafra tomando uma bronca de Chacrinha, porque durante sua aparição no programa, o crooner tirou o gorrinho da cabeça. No programa também participaram as bandas Titãs, Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude, entre outros artistas.
Também houve a polêmica apresentação feita na primeira edição do festival Hollywood Rock, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, em 6 de Janeiro de 1988. Quando chegou ao Rio, o Ira! se prepararia para ensaiar no estúdio Nas Nuvens (que era de propriedade de Liminha, o desafeto da banda àquela época), porém os componentes perceberam que os Titãs, escalados para tocar no mesmo dia, já ocupavam o local, o que já deixou a banda com sinais de nervosismo, fator que lhes acompanharia ao longo do espetáculo (iniciado com 35 minutos de atraso). A pouca receptividade do público e os problemas relacionados ao retorno de som também atrapalharam o desempenho do Ira! no palco. A situação piorou quando os amplificadores foram desligados antes de a banda executar "Pobre Paulista", que costumava ser a música de encerramento de seus shows. Edgard, insatisfeito, atirou a própria guitarra contra o palco com força, destruindo o instrumento diante da platéia. Já na apresentação feita em São Paulo pelo mesmo festival, uma semana depois, a banda se empenhou em fazer um bom show e o mesmo ocorreu sem maiores transtornos. Até à sua aparição na terceira edição do Rock In Rio, ocorrida em 2001, essa seria a última apresentação do Ira! em um grande festival de música.

A polêmica sobre "Pobre Paulista"

Ver artigo principal: Ira
Lado A do compacto, "Pobre Paulista" foi composta por Edgard Scandurra aos 17 anos, consistindo numa crítica à opressão dos governantes de sua cidade natal. Mas a canção desperta dúvidas (ou o furor) de pessoas quanto aos versos da terceira estrofe que, numa interpretação superficial, passam a ideia de bairrismo e preconceito contra as populações de migrantes provenientes de outras regiões do Brasil que encontram residência e trabalho em São Paulo - notadamente, indivíduos oriundos das regiões Norte e Nordeste
“ Não quero ver mais essa gente feia / Não quero ver mais os ignorantes / Eu quero ver gente da minha terra / Eu quero ver gente do meu sangue. ”
Edgard e Nasi desmentem tal versão, atestando que não há conotações ao fascismo no trecho, e sim uma crítica "camuflada" às pessoas que apoiavam a ditadura - seriam essas as "feias e ignorantes", e não pessoas de outras cidades.

Formação

Nasi - vocal
Edgard Scandurra - guitarra e violão
Ricardo Gaspa - baixo
André Jung - bateria

Participações especiais

Mathias Capovilla: Trombone (em "Nas Ruas")
Ana Maria Machado: Guitarra (em "Gritos na Multidão" e em "Pobre Paulista")
Sergio Luiz: guitarra solo
Cordas em Flores em Você
Jaques Morelenbaum: Violoncelo
Michel Bessler: Violoncelo
Bernardo Bessler: Violoncelo

IRA! - Mudança de comportamento - 1985

IRA! - Mudança de comportamento - 1985 



1. "Longe de Tudo"
2. "Núcleo Base"
3. "Mudança de Comportamento"
4. "Tolices"
5. "Coração"
6. "Saída"
7. "Ninguém Precisa da Guerra"
8. "Por Trás de Um Sorriso" (Edgard Scandurra, Ricardo Gaspa, Marcos Valadão, André Jung, Pena Schmidt)
9. "Como os Ponteiros de Um Relógio"
10. "Sonhar Com Quê?" (Edgard Scandurra, Marcos Valadão)
11. "Ninguém Entende um Mod!"

Faixas bônus (Edição remasterizada lançada em 2000)

1. "O Dia, A Semana, O Mês" (ao vivo)
2. "Não Consigo Me Entreter" (ao vivo) (Edgard Scandurra, Marcos Valadão)
3. "Sonhar Com Quê?" (ao vivo) (Edgard Scandurra, Marcos Valadão)
4. "Ninguém Precisa da Guerra" (ao vivo)

História

Gravado em apenas nove dias, Mudança de Comportamento é um disco cujo título faz jus às transformações pelas quais o Ira! passava naquela fase. Além da adesão do ponto de exclamação em seu nome e do redirecionamento musical, passando do punk rock dos primeiros anos (e registrado em Ira, o single de 1984) para um estilo baseado na cultura mod, a banda ganhou uma nova formação com a entrada de dois novos componentes: o baixista Ricardo Gasparini, o Gaspa, companheiro de Nasi no grupo Voluntários da Pátria, ex-integrante do Cabine C e irmão de Ted Gaz (Fábio Gasparini), membro do Magazine; e o baterista André Jung, demitido dos Titãs no révellion de 1984 e convidado por Nasi para integrar o grupo em 2 de janeiro de 1985. Tal formação permaneceria imutável pelos 22 anos seguintes, consistindo numa das mais duradoras de um grupo do rock brasileiro.
É neste disco que se encontra aquele que talvez seja seu maior clássico. "N.B. (Núcleo Base)" foi composta por Edgard Scandurra à época em que ele serviu para o Exército, representando um verdadeiro manifesto antialistamento militar. Além desta canção, destacaram-se a faixa-título, a balada "Tolices", e os rocks "Longe de Tudo" (com a linha de baixo baseada nas de "Start!", do Jam, e de "Taxman", dos Beatles) e "Coração".
O disco venderia 60 mil cópias à época de seu lançamento, e ganharia sua primeira edição em CD quinze anos depois, em 2000, quando a WEA aproveitou para lançar edições também digitalizadas e remasterizadas de Vivendo e Não Aprendendo e Amigos Invisíveis, primeiro trabalho-solo de Edgard. No remaster de Mudança de Comportamento foram incluídas como faixas bônus algumas canções registradas no show de lançamento do LP na danceteria Pool, em São Paulo, dentre elas "O Dia, A Semana, O Mês" (que só seria registrada no quarto disco do grupo, Clandestino) e "Não Consigo Me Entreter" (faixa inédita até o lançamento do álbum em CD).
Uma canção deste período, chamada "1914" (título que remete ao início da Primeira Guerra Mundial), foi incluída na trilha sonora do filme-animação Os Trapalhões no Rabo do Cometa. A faixa nunca foi lançada em CD, nem mesmo nas várias coletâneas que a WEA dedicou ao Ira!, lançadas ao término do contrato do grupo com a gravadora.

Formação

Nasi: Voz
Edgard Scandurra: Guitarra, Violão, Voz
Ricardo Gaspa: Baixo
André Jung: Bateria e Percussão

Participações especiais

Márcio Montarroyos: Trompete (em "Mudança de Comportamento")

Curiosidade

"Mudança de Comportamento", a música, seria regravada mais duas vezes pelo próprio Ira!: no álbum de covers Isso É Amor, de 1999, e no MTV Ao Vivo, um ano depois. Nasi interpretou as releituras de forma diferente da que registrou na versão original, ao corrigir a entonação e a divisão silábica no verso "uma delicada lembrança" (o vocalista interpretava o verso como "uma delícada lembrança", ou "uma delica da lembrança", na gravação de 1985). Em 2002, o Kid Abelha, em seu Acústico MTV, tocou a canção, com participação de Edgard no violão e na segunda voz.
A capa do disco foi criada por Nasi.
No encarte do vinil, há um erro ortográfico com o nome de Nasi, que foi registrado como Marco Valada, sendo que o seu nome correto é Marcos Valadão. Esse erro pode ser visto no local onde menciona o criador da capa do disco. Mesmo com o lançamento em CD em 2000, os erros não foram reparados.