terça-feira, 15 de outubro de 2013

Engenheiros do Hawaii - A Revolta dos Dândis (1987)

Engenheiros do Hawaii - A Revolta dos Dândis (1987)


1. "A Revolta Dos Dândis I"   4:10
2. "Terra De Gigantes"   3:59
3. "Infinita Highway"   6:11
4. "Refrão De Bolero"   4:34
5. "Filmes De Guerra, Canções De Amor"   4:02
6. "A Revolta Dos Dândis II"   3:13
7. "Além Dos Outdoors"   3:33
8. "Vozes"   3:35
9. "Quem Tem Pressa Não Se Interessa"   Humberto Gessinger, Carlos Maltz 2:27
10. "Desde Aquele Dia"   3:30
11. "Guardas Da Fronteira"   4:31


A Revolta dos Dândis é um álbum da banda de rock brasileira, do Rio Grande do Sul, Engenheiros do Hawaii 1 . Foi gravado em 1987 e marca uma mudança na sonoridade da banda, até então próxima ao ska de bandas como The Police e Paralamas do Sucesso.

O disco marcou a estréia de Augusto Licks como guitarrista da banda, enquanto Humberto Gessinger assume o baixo. Seus principais sucessos foram A Revolta dos Dândis, Terra de Gigantes (que contou com um videoclipe), Infinita Highway e Refrão de Bolero (apesar de gravada neste disco, emplacou apenas no início de 1991, em meio aos sucessos de O Papa é Pop, disco de 1990). Outras músicas que também obtiveram sucesso são Filmes de Guerra, Canções de Amor (que batizou o disco homônimo acústico de 1993), Além dos Outdoors (que seria regravada no mesmo disco) e Guardas da Fronteira (com a participação do cantor gaúcho Júlio Reny).

Em 2008, A Revolta dos Dândis foi tema de um programa Discoteca MTV, que abordava os discos de maior importância para o rock nacional. Foi também incluído em uma lista da Superinteressante dos principais álbuns do rock brasileiro.

Polêmica

Foi nesse disco que começaram as primeiras rusgas da banda com a crítica. Os Engenheiros eram chamados de elitistas, e até fascistas. Acusações causadas pelas citações presentes nas letras de Humberto que iam de Albert Camus a Jean-Paul Sartre. Humberto e Carlos responderam as acusações:

Humberto: "Às vezes, a citação não precisa ser entendida. No mundo de hoje não tem diferença entre Albert Camus e Mike Tyson. São dois produtos de consumo. Eu saboreio Camus como saboreio Mike Tyson. A maioria do povo brasileiro entende mais de existencialismo do que de boxe. Cito Camus porque está mais próximo de mim. Acho que as pessoas entendem o que é 'dândi', pelo menos tanto quanto eu. A "obra aberta" possibilita que uma música seja entendida em todos os níveis. Os Titãs conseguem isso. Caetano, o mais genial de todos, não consegue. Talvez nem a gente consiga. A nível de "intelectuália" citar Camus é kitsch e demodé. Pra agradar a crítica eu citaria Levi Strauss na baía de Guanabara".

Carlos: "Fascista não é fazer citações pretensamente intelectuais, mas deixar de fazer por julgar que as pessoas não vão entender. Isso é intelectual e elitista"..

Formação

A banda

Humberto Gessinger - Vocal, Baixo e Guitarra
Augusto Licks - Guitarra e Violão
Carlos Maltz - Bateria, Percussão e Vocal

Convidados

Julio Reny - voz em "Guardas da Fronteira"

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